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Uma nação de longe

jerusalém

As profecias de Jeremias foram, na sua maioria, destinadas aos moradores de Jerusalém. O grande sonho de Deus era impedir que Seu povo fosse para o cativeiro; que eles parassem de andar vivendo perigosamente, em pecado.

A profecia que vamos estudar hoje é muito triste. Deus está de uma forma muito clara, dizendo o que aconteceria se Israel continuasse caminhada desenfreada. Está em Jeremias 5:15 e 17: “Ó casa de Israel, trago sobre vós uma nação de longe, diz o Senhor, uma nação antiga e durável, nação cuja a língua ignoras, cuja a fala não entendes… comerão a tua sega e o teu pão, que haviam de comer teus filhos e tuas filhas, comerão as tuas ovelhas e as tuas vacas… as tuas cidades fortificadas, em que confiavas, destruirão a espada”.

É bom lembrar que Jeremias começou a exercer o dom profético em torno de 627 AC e esta profecia foi feita lá pelo ano de 612 AC. Por quarenta anos Jeremias deveria estar diante da nação como testemunha da verdade e da justiça. O povo estava vivendo a mais profunda apostasia, e o grande desafio era exemplificar na vida e no caráter a adoração do verdadeiro Deus.

A profecia fala de uma nação de longe, antiga, que não entenderiam a sua língua. Que nação era esta que Jeremias estava profetizando? O único poder que estava assustando o mundo nesta época era o império babilônico. A Assíria, que ficava ao norte de Israel, estava esquecida. Não tinha mais o prestígio e o poder dos anos anteriores. O Egito, ao sul, estava com a sua credibilidade ameaçada. Judá estava confiando nele para se defender, mas a grande verdade é que o Egito não conseguia mais nem defender a si próprio. A única nação que, de fato, era um perigo aos moradores de Jerusalém era Babilônia, os Caldeus, que viviam junto ao rio Eufrates.

A profecia começa falando para a casa de Israel, mas isto deve ser entendido não para a parte norte que costumeiramente era chamada de Israel, mas a Judá, os únicos representantes de Israel, porque neste período a parte norte já não mais existia como nação.

Na descrição do profeta, Babilônia era uma nação durável, forte, robusta. Isto já estava indicando que era um povo quase impossível de ser vencido. Os babilônicos tornaram-se os maiores estrategistas militares. Por serem antigos, foram aos poucos se tornando arrogantes, cruéis e hábeis guerreiros.

Em 612 AC os caldeus, liderados por Nebopolassar, destruíram a Nínive, e mais tarde, no ano 607 AC, Nabucodonosor, filho de Nebopolassar, destruiu na batalha de Carquemis, o faraó Neco II do Egito.

A profecia diz também que a língua seria desconhecida do povo judeu. Esta língua pode ter sido o Aramaico, que nessa época não era uma língua conhecida dos judeus ou poderia ser também a língua babilônica.

Gostaria de ressaltar mais uma vez: esta profecia foi feita em torno do ano 612 AC. Essa data não pode ser esquecida ao estudarmos esse assunto. Nabucodonosor, após a morte do pai dele, foi coroado rei no dia 6 de setembro de 605, e reinou até o ano de 556 AC. Foi um período brilhante, de grandes conquistas para Babilônia.
No dia 16 de março de 597 AC, Nabucodonosor invadiu Jerusalém. Destituiu o rei Jeoaquim, e nomeou um novo rei com a missão de pagar um grande imposto a Babilônia. Zedequias tornou-se o novo rei e os melhores da cidade foram levados cativos. Nesse grupo estavam Daniel e seus três companheiros. No dia 16 de abril, os cativos iniciaram a sua caminhada em direção ao cativeiro. Deixando para trás as suas casas, terras, plantações, parte da família e amigos. A viagem foi longa e cansativa até a capital dos caldeus. A distância mais curta entre Jerusalém e Babilônia é de aproximadamente 500 quilômetros. Tiveram muito tempo para avaliarem o que estava acontecendo e a decisão errada que tomaram. Acredito sinceramente que tudo ficou para trás, mas não o seu Deus. Deus estava com eles na caminhada. Deus, amigo ouvinte, não é vingativo. Tudo isto era para o aprendizado daquele povo e nosso também!

Nabucodonosor, levou todos os vasos sagrados de templo de Jerusalém para o templo de Marduque. Jeoaquim e outros cativos de Judá são mencionados pelos nomes nas inscrições babilônicas. A palavra profética, cumpriu-se ao pé da letra. Tudo o que Jeremias profetizou aconteceu.

Amigo ouvinte, é assim que acontece com todo aquele que deixa Deus de lado. Muitos hoje em dia continuam trocando Deus por coisas e até pessoas. Quantos que trocam o Deus criador do céu e da terra por um pouco de prazer, por uma namorada ou namorado não cristão, por um pouco de emoção, por um pouco de aventura. Alguns, para ganhar dinheiro ou ficarem famosos, vendem os princípios por muito pouco, mas muito pouco mesmo! Outros, para dizer que formam parte do grupo, vão no caminho das drogas e do vício.

Encerrando, o que ainda podemos aprender da profecia de hoje? O povo de Judá não deu ouvidos à palavra do Senhor que veio através de Jeremias. Precisamos agir de forma diferente. Por isso, creia na palavra do Senhor! Envolva-se com ela! Não despreze a Deus nem por um minuto. Não troque a Deus por nada neste mundo! Aprenda com a história do povo de Judá. O segredo para estar seguro? Creia no Senhor Deus e na palavra dos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

A vara e a panela

A vara e a panela

A partir do programa de hoje vamos conhecer algumas das profecias de Jeremias, um dos mais importantes profetas do Antigo Testamento. O seu nome significa “Jeová estabelece”.

Jeremias nasceu em torno do ano 640 AC e morreu por volta do ano 570 AC. Viveu uma grande parte do seu tempo na cidade rural de Anatote, uma aldeia que ficava aproximadamente a quatro quilômetros a nordeste de Jerusalém, do outro lado do monte das oliveiras. Era filho de uma família sacerdotal (Jeremias 1:1). Seu pai foi Hilquias. Quando ainda era bem jovem recebeu o chamado para ser um profeta. Ao receber esta convocação sentiu-se incapaz diante de tamanha responsabilidade.

O ministério profético de Jeremias teve início em torno do ano 627 AC, no décimo ano do rei Josias, cerca de 60 anos depois da morte de Isaías. Jeremias foi contemporâneo de Sofonias e Habacuque, na primeira parte da sua vida. Também, nos últimos anos, foi contemporâneo de Daniel. Jeremias é o autor da maior parte do livro, mas a tarefa de redação foi confiada ao seu fiel secretário Baruque (Jeremias 36:4).

O profeta trabalhou mais de vinte anos tentando persuadir o povo de Judá para que se voltasse para Deus. O ministério de Jeremias abarcou os últimos quarenta anos de existência de Judá como uma nação independente. Outro ponto que merece ser destacado é que nos dias de Jeremias três grandes potências disputavam a supremacia do mundo da época: Assíria, Egito e Babilônia.

A profecia que vamos estudar hoje está registrada no primeiro capítulo, versos 11 e 13: “Veio a mim a palavra do Senhor: O que é que vês, Jeremias? E eu respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Veio a mim a palavra do Senhor segunda vez: O que é que vês? E eu respondi: Vejo uma panela a ferver, inclinada para o norte”.

A visão profética de Jeremias trata de dois símbolos. Uma vara de amendoeira e uma panela fervendo. Qual o significado desta visão profética? O que podemos tirar de lições dessa profecia no século 21?

A pergunta de Deus foi: o que você está vendo? Muitos líderes e liderados religiosos não querem ver o que Deus está lhes mostrando, porque aquilo que estão vendo pode estar indo contra o que pensam ou fazem.

Muitos hoje em dia, inclusive líderes religiosos, lêem a Bíblia, mas praticam e ensinam o que está de acordo com o que pensam, aquilo que acham certo ou lógico. Esquecem da solene responsabilidade que têm de ensinar todas as doutrinas da Bíblia. Se você é um líder religioso, veja o que Deus está mostrando através da Bíblia, mesmo que isto contradiga as tradições de sua família ou os ensinos de sua própria igreja!

Jeremias disse: “eu vejo uma vara de amendoeira”. Que significava isto para os habitantes de Judá? Segundo os teólogos, a vara de amendoeira simbolizava a ameaça ao governo de Judá pelo poder Babilônico, representado por Nabucodonosor.

Como já foi dito, o profeta estava avisando mais uma vez que Israel teria problemas com os seus vizinhos. No tempo de Jeremias, os Caldeus, ou Babilônicos estavam conquistando o mundo. Os Caldeus tinham invadido a capital dos Assírios no ano 612 A.C. Nínive, fora tomada e estava sob outro governo. Sete anos mais tarde, na famosa batalha de Carquêmis, os Egípcios e os remanescentes assírios, foram destruídos.

Já a panela fervendo, inclinada para o norte, simbolizava que todas as invasões que Israel sofreria viriam do lado norte.

Jeremias profetizou isto em torno do ano de 627 AC e a primeira batalha após essa profecia foi lá pelo ano de 605 AC quando os babilônicos derrotaram o Egito e a Assíria em Carquemis; e Daniel e outros judeus foram levados cativos para Babilônia. No ano de 598 AC Babilônia invadiu Jerusalém novamente e não parou por aí. Dez anos depois, em 588 AC, uma nova invasão, agora com um prolongado cerco. Um ano mais tarde, Jeremias, que orientava o povo a render-se aos Babilônicos acabou sendo preso, sob acusação de traição (Jeremias 32:1-2).

Quais as lições que esta profecia pode nos ensinar? A primeira grande lição é que você não fugir diante do chamado divino. Deus, amigo ouvinte, chamou o profeta Jeremias para uma tarefa muito difícil, mas o que quero chamar a atenção neste momento é para a reação ou resposta do profeta. Ele foi firme e decidido em anunciar aquilo que Deus lhe havia mostrado. A história conta que queriam até matá-lo, porém, ficou fiel à mensagem que Deus O revelara. Amigo ouvinte, o que você está fazendo com o que Deus tem lhe mostrado ao longo de sua vida? O que você está fazendo com as verdades que você conhece da Palavra de Deus? Tem dividido essas mensagens com aqueles que ainda não sabem? Não tenha medo de fazer o que Deus está pedindo, mesmo que tudo pareça difícil ou impossível.

A outra lição que precisamos tirar é de qual lado ficaremos. Hoje há muitos que conhecem a vontade de Deus, mas quando colocados diante de uma decisão ou escolha, acabam ficando do lado do povo e contra Deus, pois raciocinam que a voz do povo é a voz de Deus. Mas quem disse que a voz do povo é a voz de Deus? Onde isto está escrito? Amigo ouvinte, a voz do povo nunca foi a voz de Deus. A voz de Deus está naquilo que Ele revelou. Ou seja, na Bíblia.

De que lado você vai ficar? Fique ao lado de Deus! Creia nEle e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

Encontro semanal e mensal

Encontro semanal e mensalEncontro semanal e mensal

A profecia de hoje é uma continuação da grande profecia que estudamos nos dois últimos programas.

Vamos fazer uma pequena recapitulação? Israel, por sua desobediência, acabou sendo conquistado por vários povos. No tempo de Isaías, o problema eram os babilônicos que estavam invadindo Jerusalém. Havia uma profecia, feita por Jeremias, que após o cativeiro babilônico, que duraria setenta anos, o Senhor os visitaria. “Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação…” (Jeremias 25:12).

Depois desses 70 anos Deus tinha um grande projeto para Jerusalém e seus moradores. Eles iriam viver mais, a mortalidade infantil seria erradicada, ninguém morreria prematuramente, os animais seriam mansos e dóceis, o instinto selvagem desapareceria para sempre. Jerusalém seria uma miniatura do reino de Deus.

Após retornarem do cativeiro, surgiram vários lideres que conduziram o povo para uma relação maior com Deus. Entre eles Esdras e Neemias. Ao lermos sobre eles temos uma idéia geral das grandes reformas que desejavam fazer, principalmente no que se refere a adoração e obediência.

Depois disso podemos entrar na profecia feita por Isaías, que está no capítulo 66:23: “De uma lua nova à outra, e de um Sábado ao outro, virá toda a humanidade a adorar na minha presença, diz o Senhor”.

Veja que a profecia de Isaías revela que chegaria um dia em que toda a humanidade estaria diante de Deus para adorá-lo. Se Israel não cumpriu com o propósito de Deus, quem então cumprirá? Se a profecia não se cumpriu nos dias do povo judeu, quando então se cumprirá?

Vamos então buscar entender, quando esta profecia se cumprirá na sua totalidade. Gostaria que você me ouvisse sem nenhum preconceito, afinal a base de tudo que temos estudado até aqui tem sido e continuará sendo a Bíblia. Quero lembrá-lo que o grande problema desta profecia não é o Sábado, mas sim a quem adorar e, então, como conseqüência, quando adorar. O problema da adoração já é antigo. Após a rebelião de Lúcifer no céu, o grande ponto em discussão era a quem adorar e a quem obedecer. Lúcifer queria ser também objeto de adoração. Queria toda a adoração para si (Isaías 14:13-14). A segunda acusação dizia respeito à obediência. Segundo Lúcifer, era impossível que a criatura pudesse obedecer os princípios preservadores da vida estabelecidos pelo criador. Portanto, o anjo caído tentou destruir a palavra de Deus.

O conflito cósmico teve inicio no céu e foi transferindo para este planeta. Foi fundamentado nestes dois pontos: adoração e obediência. Ao longo da história, o inimigo vem tentando atrair a adoração dos homens para si e, ao mesmo tempo, tem procurado desvirtuar a palavra de Deus. Para alcançar esses dois objetivos, ele usa todos os métodos possíveis: engana, fascina, mente, esconde, disfarça, e quando isso não dá certo, persegue, violenta, mata e destrói.

A profecia diz que um dia toda a humanidade iria adorá-lo. Um dia Deus será reconhecido como o único Deus, o Criador, o soberano de todo o universo. Um dia o inimigo de Deus não mais existirá. Junto com ele desaparecerão para sempre todos os resquícios de pecado e maldade.

Como a profecia não se cumpriu plenamente com Israel, quando terá, então, seu desfecho final? A Bíblia é clara ao dizer, tanto no Apocalipse, quanto nos evangelhos, que será quando Jesus retornar segunda vez para buscar aqueles que O escolherem. Estes passarão um período de “férias” no céu por mil anos. Depois disso a terra será purificada com fogo e recriada para ser a morada eterna dos filhos de Deus de todas as épocas (João 14:2 e Apocalipse 20:10).

Nesse novo mundo, nesse novo estado de coisas, nesse novo tempo, os habitantes terão um encontro semanal com o Criador aos sábados. Repito o texto de Isaías 66:23: “De uma lua nova à outra [de mês em mês], e de um Sábado ao outro, virá toda a humanidade a adorar na minha presença, diz o Senhor”.

Esse assunto do sábado é tão importante quando simples de entender. O dia para o repouso, adoração e bênção de Deus foi instituído na primeira semana da criação do planeta Terra. Depois foi observado pelos patriarcas e, anos mais tarde, pelos israelitas. Deus, inclusive, incluiu em um dos mandamentos, o quarto, a recomendação expressa de observância do sábado (Êxodo 20:8-11).

Jesus, a mãe dEle, virgem Maria, todos os apóstolos e seguidores do cristianismo observavam o sábado religiosamente. Inclusive anos e anos depois da ressurreição de Jesus. O próprio Jesus chegou a declarar: “Não pensem que vim destruir a lei os profetas; não vim destruir, mas cumprir [dar o exemplo]” (Mateus 5:17).

A profecia de Isaías diz que no novo céu e na nova terra, no lar que Jesus foi preparar, teremos prazer em adorar o Criador no dia de sábado. Aí essa profecia terá o seu cumprimento pleno. Hoje ela está tendo um cumprimento parcial, em breve, porém acontecerá o cumprimento total.

Amigo ouvinte, Deus convida você hoje a seguir o exemplo de Jesus, da virgem Maria, dos santos apóstolos, dos grandes vencedores da Bíblia para observar o dia de sábado como dia separado para adoração, descanso e gratidão. Faça isso e saiba que ao crer em Deus e fazer a vontade dEle você estará seguro. Ao crer e seguir as orientações dos profetas, você prosperará!

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

A nova terra que não aconteceu

nova terra

No ultimo programa estudamos a primeira parte da profecia feita a Isaías no ano 698 AC. Continuaremos hoje estudando a respeito da resposta de Israel ao grande sonho de Deus.

Vimos que no sonho de Deus as crianças não nasceriam para uma vida de poucos dias. Essa era a promessa para Israel ao voltar do cativeiro babilônico. Isto quer dizer que não haveria mortalidade infantil.

Vamos rever a profecia novamente? “Vede, eu crio novos céus e nova terra. Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão… Folgarei por causa de Jerusalém, e exultarei no meu povo; nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança que viva poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; aquele que morrer com cem anos, será tido por jovem… Edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão do seu fruto. Não edificarão para que outros nelas habitem, nem plantarão para que outros comam… O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha com o boi” (Isaías 65:17 a 25).

Assim como não haveria crianças para durarem poucos dias, também não existiriam velhos que não cumprissem os seus dias, ou seja, as pessoas não seriam tiradas deste mundo em plena atividade. Hoje com freqüência lamentamos a morte de pessoas ainda jovens, que deixam para traz uma carreira promissora, filhos por criar e muita saudade. Nessa nova terra que Deus tencionava preparar para os filhos dEle, após voltarem do cativeiro, não haveria pessoas adultas que morreriam sem terem completado o ciclo de vida.

Mas quanto tempo as pessoas viveriam? Na profecia nós encontramos a resposta. Aquele que morrer aos cem anos, será tido por jovem. O que Isaías esta tentando dizer é que nesse novo mundo, as pessoas viveriam muito mais. A pessoa quando morresse aos cem anos, seria considerado pelo grupo como um jovem. O povo judeu viveria muito mais que os outros povos.

Você percebe o que iria acontecer e o tamanho dessa influência? Haveria uma curiosidade, uma procura dos outros povos pelos segredos da longevidade dos israelitas. Aqui esta a beleza desta profecia. Os habitantes de Jerusalém iriam dizer que não usavam nada de especial, e o que estava acontecendo entre eles era fruto da obediência às leis do Deus criador do céu e da terra.

Outro detalhe importante na profecia de Isaías é sobre a construção de casas e sua habitação. Nos dias de Isaías os Israelitas haviam perdidos as casas, campos e plantações, devido a invasão dos povos inimigos.Plantavam, porém quem desfrutava dos frutos eram os invasores. Famílias eram separadas e espalhadas por lugares diferentes. No sonho de Deus, porém, não existiriam mais pessoas que plantassem e não pudessem aproveitar dos frutos. Não haveria mais pessoas construindo casas para outros morarem. Cada um desfrutaria do que plantou ou construiu. Invasões, nunca mais. Separações, nunca mais.

Ainda dentro da grande profecia o lobo e o cordeiro viveriam juntos. O leão comeria palha com o boi. Como aconteceria isto? A cidade de Jerusalém seria, em certo sentido, o centro da atuação de Deus neste mundo. Desejava, através do povo dEle, chamar a atenção do mundo para Criador do céu e da terra. As mudanças seriam visíveis tanto nos homens quanto nos animais, que pela atuação divina seriam transformados de ferozes, carnívoros, em animais mansos, dóceis e viveriam de forma natural como tinham saído das mãos do Criador logo após a criação do mundo.

A grande razão do plano de Deus não ter sido cumprido foi a atitude voluntária de rejeição por parte do povo. Infelizmente nós encontramos também em nossos dias, pessoas agindo da mesma forma com relação a verdades e promessas da Bíblia. Porém, eu tenho uma grande notícia para você. O plano de Deus continua de pé! Deus não mudou de plano! O sonho dEle foi apenas adiado. Quando Jesus esteve aqui, foi rejeitado também. Mesmo assim, quando regressou ao Pai, deixou a promessa de um lar muito maior e melhor do que a profecia de Isaías. O apóstolo João, no Apocalipse, descreve com detalhes. Tudo é muito parecido com o que Isaías escreveu. Jesus não vai mais investir na velha Jerusalém. Ele agora promete uma nova Jerusalém, e nesta nova terra e novo céu, a profecia de Isaías vai ter o seu cumprimento total com todos aqueles que de fato aceitarem o Deus do céu e se envolverem com a palavra dEle.

Amigo ouvinte, hoje você também tem a oportunidade de responder positivamente ao plano de Deus. O povo de Jerusalém falhou, rejeitou, fracassou. A você é dada a oportunidade de ser herdeiro de um lugar muito mais belo que o apresentado para Isaías. Na profecia de Isaías ainda haveria morte, porém, no lar que Jesus foi preparar, que é descrito pelo apóstolo João, a morte não mais existirá.

Não seja descrente ou desobediente como foram os que ouviram a profecia de Isaías e os que conviveram com Jesus. Aceite o presente de Deus, prepare-se para o encontro com Ele vivendo os ensinamentos da Palavra que Ele deixou. Creia em Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

Nova terra para Israel

nova terra

A profecia que estudaremos no programa de hoje vai nos fazer sonhar de uma forma muito intensa com o futuro. Está em Isaías 65:17 a 25 e, entre outras coisas, diz: “Vede, eu crio novos céus e nova terra. Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão…Folgarei por causa de Jerusalém, e exultarei no meu povo; nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança que viva poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias, aquele que morrer com cem anos, será tido por jovem… Edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão do seu fruto. Não edificarão para que outros nelas habitem, nem plantarão para que outros comam… O lobo e o cordeiro apascentarão juntos, e o leão comerá palha com o boi”.

Essa profecia foi feita pelo profeta Isaías, aproximadamente no ano de 698 A.C. Para entendê-la corretamente é preciso um pouco mais de atenção. Por isso, vamos voltar um pouquinho na história. Deus tinha um sonho com Abrão, quando o chamou de Ur dos caldeus. Deus queria que Abrão fosse o pai de uma grande nação. Esta nação seria representante de Deus aqui nesta terra. O nome Abrão não servia para o tamanho do sonho de Deus, e o nome foi trocado para Abraão, que significa “pai de muitas nações” (Gênesis 17:5).

A família de Abraão foi crescendo, os seus descendentes foram prosperando. A família de Jacó, neto de Abraão, era grande e vivia numa região castigada pela seca e pela fome. Todos se mudaram para o Egito, pois lá já estava José. Após a morte de José os problemas começaram a surgir para os israelitas. Por fim se tornaram escravos dos egípcios. Deus, através de atos poderosos, livrou o povo do cativeiro, e no plano de Deus, os Israelitas deveriam ser referência para o mundo, a partir de então.

Dizem os historiadores que Deus colocou os Israelitas na encruzilhada do mundo. Todas as grandes estradas passavam pelo território de Israel. O sonho que Deus tinha com Israel era que se tornasse uma poderosa influência para as nações vizinhas. Israel falhou e foi para o cativeiro. Deus esperava que após 70 anos no cativeiro Babilônico, aprendessem a lição. Na profecia de Isaías, ao voltarem do cativeiro, passariam a viver uma nova situação – novo céu e nova terra.

O que temos que entender ao estudar esta profecia é o quê o profeta queria dizer com novo céu e nova terra. Todos os que estudam a Bíblia, ao lerem Isaías capitulo 65 crêem que o profeta esteja falando da nova terra, apresentada por João no Apocalipse. Os que crêem desta forma têm dificuldade em explicar a morte de velhos como ali é apresentado. Na nova terra que João descreve no Apocalipse, a morte não mais existirá.

Essa nova terra para os judeus significava, entre outras coisas:

Não teriam lembrança do seu passado de pecados, desobediência e de cativeiro. O passado seria esquecido. Todo o sofrimento da escravidão ficaria no esquecimento. Lembranças produzidas das separações não teriam mais importância. Ao voltarem para casa, em Jerusalém, o que encontrariam seria um mundo completamente diferente. O profeta estava afirmando que se eles fossem fiéis herdariam um lugar tão lindo, tão bonito, tão diferente, que eles não teriam nenhuma vontade de ficar pensando no passado. A paz e a glória da terra nova sobrepujariam os problemas e as angustias que viveram.

A segunda boa notícia é que o Deus criador do céu e da terra, não é um Deus que vive apegado ao passado, Ele é um Deus do presente. O homem tende a se apegar muito ao que ficou para trás. O meu passado amigo ouvinte, é tão insignificante que o Deus todo poderoso, não tem nenhum interesse nele. O passado não nos pertence mais. Esta profecia é uma prova disto. Por isso gostaria de dizer a você: não viva preso a nenhum sentimento relativo ao seu passado. Se você cometeu algum delito, algum grande ou pequeno pecado, peça perdão a Deus e a seu semelhante, e viva em paz com a sua consciência. Não há razão para temer nenhum passado, quando no presente eu estou ao lado de Jesus. Se, em algum momento, alguém vier jogando em seu rosto o seu passado, lembre-se que isto é próprio do ser humano, mas graças a Deus é só do ser humano, não é de Deus.

Na profecia de Isaías, Deus tinha um grande sonho com esta cidade. Ela seria a capital do mundo, uma referência para os outros lugares e culturas. Quando voltassem arrependidos e dispostos a servir ao Deus do céu, Jerusalém seria objeto de alegria perene de todos os seus habitantes. Nenhum morador teria razão para entristecer-se por nada!

A cidade, nos dias de Isaías, sofria com a presença constante de inimigos diante de seus muros. No sonho de Deus, porém, isso também chegaria ao fim. Na profecia é garantido que não haveria neste novo céu e nova terra, crianças de poucos dias. Isaías estava consolando os pais que, ao serem atacados, não tiveram tempo para defender aquilo que de mais precioso possuíam: os filhos. Esses, como profetizado, não durariam poucos dias, mas teriam uma infância calma, segura e feliz.

No próximo programa vamos estudar a resposta de Israel a esta profecia. Antes, porém, quero encerrar com a promessa da Palavra de Deus: creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação