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A queda da arrogante

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A profecia que estudaremos hoje foi feita pelos profeta Isaías e Jeremias. Só para nos situarmos no tempo, Isaías era profeta no reino do sul, com a capital em Jerusalém e desempenhou as suas funções como profeta por aproximadamente quarenta anos, entre 742 a 687 AC. Jeremias também era profeta no reino do sul, mas viveu na época que Judá estava enfrentando o ponto mais baixo do seu declínio como nação. Ele nasceu em 640 AC e morreu cerca do ano 570 AC.

A profecia diz o seguinte: “Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão, sem trono, ó filha dos caldeus. Nunca mais serás chamada mimosa e delicada” (Isaías 47:1). Jeremias assim profetizou: “Tomada é Babilônia, confundido está Bel, caído está Merodaque, confundido estão os seus ídolos, caídos estão os seus deuses” (Jeremias 50:2) “…E o muro de Babilônia cairá” (Jeremias 51:44).

Deus revelou tanto a Isaías como a Jeremias o futuro do maior e mais arrogante império que dominou o mundo antes de Cristo. Deus mostrou o que iria acontecer com a grande e poderosa cidade de Babilônia. Mais de 200 anos após o primeiro profeta afirmar que Babilônia iria cair, ela caiu. No ano 538 AC os soldados dos Medos e Persas destruíram os caldeus e Ciro começou a reinar. Foi aí que começou a queda da cidade sanguinária e arrogante. Lembre-se que a profecia era dupla. O poder do mundo passaria para outro povo e a cidade que representava este poder também iria desaparecer.

Vamos ver algumas partes da grande profecia da queda de Babilônia. Isaías, entre as muitas coisas que menciona, registra que chegaria um tempo que Babilônia estaria assentada no pó, no chão e sem trono. Volto a repetir, quando isto foi profetizado, Babilônia estava no auge de seu poder, era a capital do mundo.

E como era a vida em Babilônia? O ouro era usado em abundância. O próprio Jeremias descreve a capital dos caldeus como um copo de ouro (Jeremias 51:7). Nos templos, o ouro era usado sem nenhuma economia. Babilônia chegou ao auge, na época de Nabucodonosor, que governou de 605 a 556 A.C. Só como informação, foi este rei que destruiu Jerusalém no ano 587 AC. Nabucodonosor fez de tudo para converter a cidade no maior império mundial. Havia um antigo palácio, que no seu tempo, teve o tamanho duplicado. Esse palácio ficava na avenida das procissões, que tinha uns três quilômetros de extensão.

A queda de Babilônia tem duas fases. A primeira é a queda do domínio Caldeu. Essa queda aconteceu quando os Medos e Persas se uniram para tomar posse da cidade dourada. Isto aconteceu no ano 538 AC. Após derrotarem os babilônicos, vem a segunda fase. A capital começou a entrar em declínio quando Ciro mudou a sede do governo para Susã. Assim Babilônia foi sendo deixada de lado pelos governantes e todo o seu luxo beleza, aos poucos começou a desaparecer. A cidade mimosa, como é dita por Isaías, nunca mais seria assim conhecida ou chamada.

Uma outra parte da profecia de grande importância é a predição da queda de todos os deuses de Babilônia, desde o menor até o maior. Bel jazeria confundido e Merodaque estaria caído.

Sabe o que tudo isso significava? Nas guerras dessa época, o que estava em jogo era a força do deus de cada povo. Cada deus era levado para o campo de batalha. Quando o exército vencedor comemorava a vitória, de fato o que estava comemorando era a vitória do seu deus. Isaías e Jeremias estavam, portanto, declarando o fim dos deuse dos caldeus. Merodaque estaria no chão. Merodaque era o principal deus do panteão babilônico e o deus patrono da cidade de Babilônia. Merodaque era tão respeitado que muitos nomes continuam esse acréscimo. Um dos exemplos é o de Merodaque-Baladã, um embaixador de Babilônia, que foi a Jerusalém visitar Ezequias quando estava doente.

A profecia da queda dos muros era quase inacreditável. Os muros de Babilônia eram inigualáveis. Tinham, em algumas partes, 127 metros de altura e 27 metros de espessura. Um profundo e largo fosso com água circundava as muralhas. A palavra do Senhor foi cumprida plenamente. Tudo aconteceu como o Deus falou. Hoje, da velha Babilônia, pouca coisa pode ser vista. O turista que for visitar o Iraque poderá ainda ver as ruínas do palácio do rei, o portão adjacente, chamado de Isthar e um pouco de ladrilhos que se desintegram cada vez mais com o passar do tempo.

Que lições podemos tirar dessa profecia? A principal lição que devemos retirar é que nunca devemos duvidar da palavra do Senhor. Por mais impossível que o assunto possa parecer, confie no que Deus está dizendo. Não duvide da palavra do Senhor! A palavra do Senhor muitas vezes contradiz a lógica. A segunda lição é que Ele está no controle deste mundo. Deus não morreu como muitos já afirmaram. Ele está vivo e está no controle absoluto deste planeta. A terceira lição é que o orgulho sempre precedeu a queda. Em toda a história vamos encontrar o fim de todos os orgulhosos e arrogantes.

Por isso, creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

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