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Dura profecia para Eli

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A profecia, que vamos estudar hoje foi feita ao sacerdote Eli. “Veio um homem de Deus a Eli, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Não me manifestei, na verdade, a casa de teu pai, estando eles ainda no Egito, na casa da servidão? O que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias te será por sinal: ambos morrerão no mesmo dia” (I Samuel 2:27,34).

O relato completo dessa profecia está em I Samuel 2:27-36. O profeta, enviado por Deus, faz duras criticas a forma como Eli dirigia a família dele. E vai atingir diretamente os filhos que viviam de forma desordenada, desrespeitando o local sagrado de adoração.

Vamos conhecer um pouco sobre Eli, a família dele e o trabalho que exercia. Eli era sumo sacerdote em Siló, nos dias da juventude de Samuel (I Samuel 4:18). Outro ponto sobre a vida desse homem, que podemos deduzir, segundo I Crônicas 24:3,6, é que Eli, foi o primeiro sumo sacerdote da linhagem de Itamar, o filho mais novo de Arão. Após a morte de Sansão, Eli atuou como juiz civil e religioso em Israel, por 40 anos.

Eli tinha 58 anos quando começou a exercer o ministério de sumo sacerdote e juiz. Como chegamos a esta conclusão? I Samuel 4:15 diz que “era da idade de noventa e oito anos e cujo os olhos estavam tão escurecidos que não podia ver”. Se ele morreu com 98 anos e reinou 40, então começou o trabalho com 58 anos. Era pai de dois filhos, Hofni e Finéias, e sobre estes dois filhos, Eli perdeu completamente a autoridade.

Eli foi colocado por Deus na função mais importante sobre o povo de Israel. Ele era olhado como exemplo, como um referencial e a família dele também. Só que ao governar Israel, esqueceu de governar a própria casa. Foi um pai transigente, amava a paz e a comodidade e não exercia a autoridade para educar e corrigir os filhos. Não tratou da educação dos filhos como coisa importante.

Imagino que Eli recusou esse dever porque implicava em contrariar a vontade dos filhos. Eli não pensou nas conseqüências dessa conduta displicente. Esqueceu de educar os seus filhos para Deus e para os deveres da vida.

Amigo ouvinte, nós não podemos repetir o erro de Eli. A educação dos filhos foi confiada aos pais e não à igreja ou à escola. Muitos pais não têm coragem de dizer não aos filhos e esses crescem entendendo que tudo e todos devem estar à disposição. São discípulos de educadores, ditos modernos, que insistem com a idéia de que contrariar os filhos causa traumas e prejuízos. Porém, essa idéia de educação de filhos contraria o que Deus diz sobre o assunto.

Pais, os filhos precisam conhecer de forma bem clara quais são os limites. Quando acordar, quando comer, quando brincar, quando estudar, quando trabalhar, quando ficar em silêncio e quando falar. O pai que não estabelece limite para o filho não esta cumprindo a sua missão de educador. A tarefa de educar é da família; a igreja e a escola são apenas entidades que complementam essa educação.

Mas, vamos voltar a história de Eli e os filhos dele. O profeta foi até Eli, lá pelo ano de 1.165 AC, e disse que Deus iria intervir na sua casa, pois não atuava como pai e muito menos como líder religioso e juiz para os israelitas.

Os filhos de Eli tratavam as ofertas no santuário de forma leviana e banal. Aquilo que Deus havia orientado para ser solene e inspirador, estava sendo tratado como coisa comum e sem valor. Agiam de forma vulgar e até com violência, quando alguém oferecia sacrifícios. Não respeitavam os símbolos que ali estavam. Além disso, cometiam adultério com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação. O povo de Israel estava escandalizado com o comportamento profano e rebelde dos filhos do sumo sacerdote para com as coisas santas de Deus.

Amigo ouvinte, quero chamar sua atenção para o fato que Eli sabia de tudo e como sumo sacerdote e juiz tinha o dever de impedir que seus filhos agissem desse jeito para com as coisas de Deus. O Senhor, porém, não pode tolerar por muito tempo a vulgaridade e o tratamento leviano para com as coisas sagradas. Se Eli se omitiu, Deus agiu.

E a profecia se cumpriu. No ano de 1.141 AC houve guerra entre os filisteus e Israel, e nessa batalha foram mortos quatro mil soldados israelitas. A arca, símbolo da presença de Deus, foi tomada pelos filisteus como troféu de guerra. Nesta batalha, os filhos de Eli foram mortos (I Samuel 4:13). A profecia demorou de 23 a 24 anos para se cumprir. Assim como foi dito pelo homem de Deus a Eli, tudo aconteceu.

Amigo ouvinte, Deus é amor. Jamais, porém, permitirá que o nome dEle seja zombado e ridicularizado por muito tempo. Li, já há algum tempo, uma história muito própria para este momento. “Um pastor viajava pelo interior do Rio Grande do sul, próximo a cidade de Cachoeira do Sul, quando começou a cair uma forte chuva. Ele e seu colega procuraram abrigo num armazém, onde um grupo de homens bebia. Ao perceber que os dois estranhos eram missionários, começaram a zombar de Deus e do cristianismo. Um dos pastores os repreendeu dizendo: “Meus amigos, vocês não devem falar assim do Deus do céu”. Então um dos homens que, além de estar alcoolizado, tinha na mão um cachimbo apagado contestou zombeteiramente dizendo: “Se há um Deus no céu, Ele deve ser capaz de acender este cachimbo”. Enquanto o homem estendia a mão para apostar, caiu um raio e fulminou aquele homem blasfemo” (Pelos caminhos e valados, p. 79-80).

Reflita sobre tudo isso e “creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará”.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

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