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Brotando em terra seca

brotando em terra seca

A profecia que estudaremos hoje está em Isaías 53:2-5 e diz o seguinte: “Ele foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca. Não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos para que o desejássemos. Era desprezado, o mais indigno entre os homens, homem de dores, e experimentado no sofrimento. Como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; contudo, nós o consideramos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

Essa profecia foi feita pelo próprio Isaías em torno do ano de 712 AC. Se você estudar o livro de Isaías com atenção verá que a profecia sobre o Messias começa no capítulo 52:13 e termina no final do capítulo 53. O Messias era esperado por todos, em todas as gerações. Adão, já em seus dias aguardava o Messias prometido pelo próprio Deus. Aproximadamente 70 anos antes Isaías descreveu como seria a atuação desse tão esperado Messias.

Quero neste programa fazer uma comparação entre o que foi profetizado e o que aconteceu quando Cristo veio a este mundo como um homem. A profecia diz que “Ele foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca”. Esta expressão significa que o desenvolvimento do Messias estaria em acordo com a leis naturais do desenvolvimento humano. Isto quer dizer que o Messias teria uma vida normal, como qualquer um de nós. Jesus não teria uma vida diferente das demais pessoas de sua época. Lucas 2:52 afirma que: “crescia Jesus em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e para com os homens”.

A outra expressão interessante no texto é como “raiz de uma terra seca”. Uma planta que nasce em terra seca, sem água, não cresce e nem é atrativa. Através dessa ilustração, o profeta Isaías está mostrando que os dirigentes não encontrariam em Jesus nada que os atraísse.

Perceba, amigo ouvinte, que Cristo não chamava a atenção para si. Ele era uma pessoa normal como as demais, porém com uma grande diferença: era perfeito em Seu caráter. Hoje muita gente busca um corpo perfeito, não importando o quanto tenha que gastar em dinheiro. As clínicas de cirurgia plástica vivem com agenda lotada. Há uma obsessão pelo corpo perfeito. Quero dizer que não vejo nada de errado em buscar uma cirurgia de correção, mas o mundo não precisa de modelos apenas no corpo, mas sim de grandes modelos de caráter! A grande crise em nossos dias é de caráter. Jesus não tinha um corpo de modelo, mas tinha um caráter modelo, e isto incomodava as pessoas da sua época.

Muitos pintam quadros de um Jesus semelhante a um galã de televisão, mas a profecia já mostrava que o Messias seria uma pessoa normal, igual a qualquer outra. Não havia nenhuma beleza especial no corpo de Jesus. Ele era tão parecido fisicamente com os demais que, no momento que Judas negociava o preço da traição, deu a seguinte idéia: “Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o e levai-o com segurança” (Marcos 14:44). Ou seja, Ele era muito parecido com as pessoas de Sua época.

Isaías, ao descrever o futuro Messias, o apresenta como um homem que seria desprezado e homem de dores. Durante toda a sua vida, Jesus soube o que significa ser desprezado. Bem poucos estiveram verdadeiramente ao lado dEle. A grande maioria que esteve ao lado dEle foi apenas para usufruir de alguma coisa que os interessava. Algumas vezes era o pão, outras vezes era a cura de uma doença qualquer.

Os líderes religiosos sempre estiveram numa posição de critica e de desprezo. Nunca reconheceram as obras que Cristo fazia como vindas de Deus. Na sua própria cidade, uma vez a multidão desejou matá-lo, por pensarem que Ele era um impostor (Lucas 4:29). Na noite de maior dor, de maior angustia, os seus amigos dormiam. Quando foi preso, quase todos fugiram e o que o acompanhava de longe o negou.

O verso 5 diz que Ele foi ferido pelas nossas transgressões e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Ele passou por tudo isso para resgatar o homem que havia dado o domínio deste planeta ao diabo, através de Adão e Eva, lá no princípio. Era preciso pagar o preço. Isso tudo não pegou Deus de surpresa. E Ele, através de Jesus, pagou o altíssimo preço na cruz do calvário para nos salvar. Gênesis 2:17 diz que o preço dessa desobediência era a morte. E Jesus morreu essa morte eterna no lugar do homem. Venceu onde Adão fracassou e com isso pôde dizer, no alto do madeiro: “Está consumado. Está feito!”

Amigo ouvinte, como você viu, Isaías profetizou tudo isso quase 700 anos antes de acontecer. Cada detalhe do Messias sofredor e o incomparável sacrifício que faria para salvar a humanidade. Você tem seu coração agradecido por tão grande e generosa salvação? Já aceitou a Jesus como salvador pessoal de sua vida? Se ainda não, aproveite esse momento. “Crê no Senhor Jesus Cristo e você será salvo”. Esta é a garantia da Bíblia!

Que Deus abençoe e fortaleça sua decisão. Não desanime! Em breve Ele vai voltar para buscar os que O aceitarem. Por isso, creia nEle e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

A queda da arrogante

castelo

A profecia que estudaremos hoje foi feita pelos profeta Isaías e Jeremias. Só para nos situarmos no tempo, Isaías era profeta no reino do sul, com a capital em Jerusalém e desempenhou as suas funções como profeta por aproximadamente quarenta anos, entre 742 a 687 AC. Jeremias também era profeta no reino do sul, mas viveu na época que Judá estava enfrentando o ponto mais baixo do seu declínio como nação. Ele nasceu em 640 AC e morreu cerca do ano 570 AC.

A profecia diz o seguinte: “Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão, sem trono, ó filha dos caldeus. Nunca mais serás chamada mimosa e delicada” (Isaías 47:1). Jeremias assim profetizou: “Tomada é Babilônia, confundido está Bel, caído está Merodaque, confundido estão os seus ídolos, caídos estão os seus deuses” (Jeremias 50:2) “…E o muro de Babilônia cairá” (Jeremias 51:44).

Deus revelou tanto a Isaías como a Jeremias o futuro do maior e mais arrogante império que dominou o mundo antes de Cristo. Deus mostrou o que iria acontecer com a grande e poderosa cidade de Babilônia. Mais de 200 anos após o primeiro profeta afirmar que Babilônia iria cair, ela caiu. No ano 538 AC os soldados dos Medos e Persas destruíram os caldeus e Ciro começou a reinar. Foi aí que começou a queda da cidade sanguinária e arrogante. Lembre-se que a profecia era dupla. O poder do mundo passaria para outro povo e a cidade que representava este poder também iria desaparecer.

Vamos ver algumas partes da grande profecia da queda de Babilônia. Isaías, entre as muitas coisas que menciona, registra que chegaria um tempo que Babilônia estaria assentada no pó, no chão e sem trono. Volto a repetir, quando isto foi profetizado, Babilônia estava no auge de seu poder, era a capital do mundo.

E como era a vida em Babilônia? O ouro era usado em abundância. O próprio Jeremias descreve a capital dos caldeus como um copo de ouro (Jeremias 51:7). Nos templos, o ouro era usado sem nenhuma economia. Babilônia chegou ao auge, na época de Nabucodonosor, que governou de 605 a 556 A.C. Só como informação, foi este rei que destruiu Jerusalém no ano 587 AC. Nabucodonosor fez de tudo para converter a cidade no maior império mundial. Havia um antigo palácio, que no seu tempo, teve o tamanho duplicado. Esse palácio ficava na avenida das procissões, que tinha uns três quilômetros de extensão.

A queda de Babilônia tem duas fases. A primeira é a queda do domínio Caldeu. Essa queda aconteceu quando os Medos e Persas se uniram para tomar posse da cidade dourada. Isto aconteceu no ano 538 AC. Após derrotarem os babilônicos, vem a segunda fase. A capital começou a entrar em declínio quando Ciro mudou a sede do governo para Susã. Assim Babilônia foi sendo deixada de lado pelos governantes e todo o seu luxo beleza, aos poucos começou a desaparecer. A cidade mimosa, como é dita por Isaías, nunca mais seria assim conhecida ou chamada.

Uma outra parte da profecia de grande importância é a predição da queda de todos os deuses de Babilônia, desde o menor até o maior. Bel jazeria confundido e Merodaque estaria caído.

Sabe o que tudo isso significava? Nas guerras dessa época, o que estava em jogo era a força do deus de cada povo. Cada deus era levado para o campo de batalha. Quando o exército vencedor comemorava a vitória, de fato o que estava comemorando era a vitória do seu deus. Isaías e Jeremias estavam, portanto, declarando o fim dos deuse dos caldeus. Merodaque estaria no chão. Merodaque era o principal deus do panteão babilônico e o deus patrono da cidade de Babilônia. Merodaque era tão respeitado que muitos nomes continuam esse acréscimo. Um dos exemplos é o de Merodaque-Baladã, um embaixador de Babilônia, que foi a Jerusalém visitar Ezequias quando estava doente.

A profecia da queda dos muros era quase inacreditável. Os muros de Babilônia eram inigualáveis. Tinham, em algumas partes, 127 metros de altura e 27 metros de espessura. Um profundo e largo fosso com água circundava as muralhas. A palavra do Senhor foi cumprida plenamente. Tudo aconteceu como o Deus falou. Hoje, da velha Babilônia, pouca coisa pode ser vista. O turista que for visitar o Iraque poderá ainda ver as ruínas do palácio do rei, o portão adjacente, chamado de Isthar e um pouco de ladrilhos que se desintegram cada vez mais com o passar do tempo.

Que lições podemos tirar dessa profecia? A principal lição que devemos retirar é que nunca devemos duvidar da palavra do Senhor. Por mais impossível que o assunto possa parecer, confie no que Deus está dizendo. Não duvide da palavra do Senhor! A palavra do Senhor muitas vezes contradiz a lógica. A segunda lição é que Ele está no controle deste mundo. Deus não morreu como muitos já afirmaram. Ele está vivo e está no controle absoluto deste planeta. A terceira lição é que o orgulho sempre precedeu a queda. Em toda a história vamos encontrar o fim de todos os orgulhosos e arrogantes.

Por isso, creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

A profecia do retorno

castelo

A profecia que estudaremos está em Isaías 44:28, que diz o seguinte: “Quem diz de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao Templo: Funda-te. Eu despertarei a Ciro na minha retidão: Endireitarei todos os seus caminhos. Ele reedificará a minha a minha cidade, e soltará os meus cativos não por preço nem por presentes, diz o Senhor dos exércitos”.

Esta profecia foi feita por Isaías aproximadamente no ano de 712 AC. Esta data é muito importante porque Ciro só veio a existência 150 anos depois. Deus já havia revelado ao profeta o nome do libertador de Israel do cativeiro Babilônico um século e meio antes do próprio libertador nascer.
Acredita-se que Ciro nasceu em torno do ano 600 AC. Ele é conhecido por ser o grande conquistador de Babilônia, que nessa época era o maior império do mundo. Ciro governou Babilônia de 539 AC até a sua morte, em 530 AC. Foi o fundador do império Persa.

Xenofonte, escritor moralista grego, que viveu em torno dos anos 430 a 335 AC escreveu um livro
sobre Ciro que recebeu o nome de Ciropédia, onde Ciro aparece como um soberano modelo. Ciro é descrito por Xenofonte como o primeiro imperador a lançar bases para um império mundial. Há um documento conhecido como “O cilindro de Ciro”. Este cilindro foi descoberto no século 19, e retrata Ciro como um político politeísta, um homem benévolo, que tinha misericórdia dos cativos.

Na profecia feita por Isaías Deus o chamou de “o meu pastor”. Por que Deus o chamou de o “meu pastor”? A Ciro cabia realizar uma grande obra, libertar o povo de Israel, que estava cativo em Babilônia e permitir que o local de adoração do verdadeiro Deus em Jerusalém fosse restaurado.

Ciro estava conquistando o mundo tendo junto dele os exércitos da Média e da Pérsia. A história nos relata o seguinte: “No ano 539 a.C. Ciro II, capturou Babilônia. Ele entrou na cidade quando a população inteira, dependendo das muralhas inexpugnáveis que a cercavam, entregava-se à festividade e ao deboche, durante um período de festejos. Heródoto informa-nos que Ciro havia anteriormente feito secar o Palacopas, um canal que atravessava a cidade de Babilônia, levando as águas supérfluas do Eufrates para o lago de Nitocris, a fim de desviar o rio para ali. Assim o rio baixou de nível, e os soldados puderam penetrar na cidade através do leito quase seco” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol.1 pg.424).

Numa noite Belsazar, o líder dos caldeus, estava dando uma festa e depois de beber muito vinho, ordenou que os vasos sagrados que seu avô havia trazido de Jerusalém para Babilônia fossem levados a sua presença, porque ele queria beber vinho nestes vasos. Enquanto praticava este ato profano, uma mão começou a escrever algo misterioso na parede do palácio. O riso acabou, todos pararam de beber. A mão continuava a escrever. Daniel foi chamado e a sentença foi dada. Acabara-se o reino babilônico.

Foi bem aí que os soldados invadiram o palácio e Belsazar foi morto. Ciro começou a reinar em Babilônia. Daniel foi convidado a permanecer no palácio. Eu creio que num momento qualquer Daniel levou os escritos sagrados de Isaías e leu para o novo rei. Ali estava profetizada a sua ascendência ao poder, 150 anos atrás.

Daniel deve ter destacado que além de na profecia mencionar o nome do rei, também indicava o que deveria fazer em favor do povo de Deus que estava preso em Babilônia e pela cidade de Jerusalém.
Ciro iria proporcionar o retorno dos Judeus a Jerusalém e que criaria meios para que a cidade e o Templo fossem reconstruídos. Os judeus receberam, então, uma primeira autorização para retornarem a Palestina, mas infelizmente nessa ocasião poucos desejaram retornar.

O que deve ocupar a nossa atenção com este estudo é que Deus está no controle das nações. Se nós observarmos na história, vamos ver a queda de uma nação e o surgimento de outra. Quem está produzindo isto?

Amigo ouvinte, quando o muro de Berlim caiu, não foi por acaso. O desmoronamento da União Soviética e a queda do comunismo, não falam nada a você?

O objetivo desta profecia é mostrar que Deus está no comando das nações. É dado as Nações o privilégio de cumprir com os propósitos de Deus ou não. Elas existem como servas de Deus. Quando deixam de cumprir o seu papel, elas caem.

Assim meu amigo, é comigo e com você. Há um propósito bem definido para cada ser humano. Ninguém vive por acaso, ninguém existe só por existir. Todos temos uma missão a cumprir. Cabe a cada um fazer uma análise criteriosa e descobrir se está ou não agindo de acordo com os propósitos de Deus. Ciro foi chamado e cumpriu plenamente com o sonho de Deus. Tudo o que foi profetizado a respeito dele, se cumpriu. Ciro foi um servo de Deus. E você, tem sido também?

Creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

Ciro, o pastor de Deus

Ciro

A profecia de hoje foi feita lá pelo ano de 712 AC e está registrada no livro de Isaías 40:3 e 4: “Voz que clama no deserto; preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo o vale será exaltado, e todo monte e todo o outeiro serão abatidos; o que é tortuoso será endireitado, e o que é escabroso aplanado”.

Com este capítulo começa uma nova seção no livro de Isaías. A primeira seção vai do capitulo 1 ao 35. Nesses capítulos são apresentadas reprovações a Israel e o anuncio de castigo iminente. Nos capítulos 36 a 39 são relatados a invasão de Senaqueribe e a enfermidade e cura de Ezequias como também a visita dos embaixadores de Babilônia. Nos capítulos 40 a 66 temos muitas promessas messiânicas. Alguns estudiosos chamam Isaías de o “Profeta evangélico”. Isaías apresenta o glorioso futuro de Israel como servo fiel de Deus, seu livramento de todos os inimigos, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.

Por isso, a partir do programa de hoje, estudaremos as profecias feitas por Isaías que retratam de uma forma muito clara, como seria o Messias e reino dEle. O profeta falou do caráter, do ministério, de vida cheia de abnegações e da morte Jesus. Isaías também descreveu de forma detalhada e encantadora a terra renovada.

Com isto em mente, vamos estudar a profecia que menciona alguém que deveria surgir em algum tempo para preparar o caminho para o Messias. Para entendermos bem esta profecia, precisamos estar atentos para a sua aplicação primária. Qual era então o plano de Deus? Quem deveria preparar a caminho para o Messias?

O propósito de Deus era que no momento que Judá retornasse do cativeiro Babilônico, fizesse um preparo especial para a vinda do Messias. O processo de preparação estaria num crescente e chegaria ao ponto máximo com a vida e ministério de João Batista. Este era o plano de Deus. É interessante notar que no plano de Deus duas coisas sempre se repetem. Deus sempre expõe os planos através dos profetas, mas deixa livre a possibilidade do homem participar ou não. Ao ser humano é dado o grande privilégio da liberdade de atuar ou não. Cabe a ele escolher envolver-se no plano de Deus ou não. Deus esperava que Judá aprendesse, após ter passado os 70 anos no cativeiro Babilônico, que o melhor é se envolver com Ele. Infelizmente isto não aconteceu. Poucos estiveram dispostos.

Outro ponto importante é que na maioria dos planos de Deus o homem é convidado a participar ativamente. Quantos que hoje estudam, fazem um enorme esforço para poderem trabalhar em determinados cargos públicos de grande importância. Alguns, por exemplo, querem servir como embaixadores ou funcionários em um palácio de governo. Você já parou para pensar no privilégio que é de ser alguém que ajuda a preparar o caminho para a vinda do Rei dos Reis? Infelizmente, ainda, poucos dão a devida importância a esse privilégio.

O povo de Judá falhou na missão de anunciar o Messias. Os anos passaram e veio João Batista. João era filho do sacerdote Zacarias e de Izabel. Deve ter nascido entre 8 e 4 anos antes de Cristo. Começou seu ministério entre 26 e 28 depois de Cristo. O evangelista Lucas conta que João Batista nasceu quando os pais dele eram de idade avançada. Nasceu na região montanhosa da Judéia, onde também passou os primeiros anos de sua vida. Izabel, a mãe, era prima de Maria, que foi mãe de Jesus. João vivia no deserto e vestia-se de maneira similar a Elias.

A mensagem de João era muito clara. “Naqueles dias apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizendo: Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:1-2). João sabia o que deveria falar. Não só apresentava o que estava errado, mas apontava a solução. João pregava o arrependimento a pessoas simples, aos militares, religiosos e governantes.

Hoje encontramos pessoas que percebem que muita coisa não esta certa por aí. Não concordam com muita coisa que está sendo feita na sociedade, na escola, na Igreja e na família, mas escolhem o caminho dos medíocres, dos covardes, dos medrosos. Não têm coragem de apresentar os erros de forma clara, baseados na palavra do Senhor. João, porém, era consciente de seu dever. Enquanto viveu condenou o erro. Ele sabia qual era a sua missão. Sabia para que viera ao mundo. Tinha objetivos bem claros e definidos.

Um outro ponto que devemos analisar é que João sabia o que era e sabia o que não era. Ele sabia que era aquele que tinha de preparar o caminho para o Messias; mas sabia que ele próprio não era o Messias. João tinha uma visão tão clara de quem ele era que um dia diante dos seus discípulos disse o seguinte, a respeito dele e de Jesus: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (João 3:30).

Quantos problemas são causados por pessoas que não sabem se posicionar. Milhões estão perdidos por aí e sequer questionam porque existem. Vivem empurrados pela multidão. Se todos estão usando determinado produto, eu vou usar, deve ser bom. Outros quebram, destroem, só porque alguém está quebrando, destruindo. Vão com a maioria…

Amigo ouvinte, viva não como mais um, mas como alguém que tem objetivos, princípios, que defenda os bons costumes, a moral, o respeito aos mais velhos e as autoridades, e que em todos os momentos leve as pessoas a se arrependerem de seus maus caminhos. Deus precisa ainda hoje de gente que aja a semelhança de João Batista.

Ajude a preparar o caminho para a vinda do Senhor. Creia nEle e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

Alegria eterna

alegria eterna

A profecia de hoje foi feita por Isaías aproximadamente no ano de 713 AC e está registrada no capítulo 35:10. “…e os remidos do Senhor voltarão e entrarão em Sião com júbilo; alegria eterna coroará as suas cabeças. Gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”.

Esta profecia foi proferida quando os habitantes de Jerusalém viviam o pavor de uma nova invasão de Senaqueribe, rei da Assíria. O medo, a tristeza e a dor estavam às portas de Jerusalém. Nessa hora surge Isaías com um recado que era um conforto para quem o ouvia, porém o cumprimento não seria naqueles dias. Quero, porém, chamar a sua atenção para o fato de que Deus usou uma situação dramática do povo de Jerusalém para deixar uma mensagem de esperança. O temor era real, a alegria tinha fugido do rosto de todos, o pesadelo de mais uma invasão parecia iminente. Deus, porém, usou este momento de profunda ansiedade para mostrar que algo melhor os aguardava.

Para entendermos melhor a profecia de hoje precisamos analisar alguns versos que antecedem o texto escolhido para este programa. O profeta inicia o capitulo 35 mencionando que chegaria o tempo que tudo seria diferente. A terra não teria deserto, as flores seriam abundantes, os animais seriam mansos…

Quando aconteceria ou acontecerá essa mudança? A Bíblia diz que tudo começará a ser diferente quando Jesus retornar pela segunda vez a esta terra. “Vede, eu crio novos céus e nova terra. Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Isaías 65:17).

O próprio Isaías garante que Deus criará um novo céu e nova terra, e que neste lugar não haverá lembrança do passado. Amigo ouvinte, esta profecia é a que mais nós aguardamos, pois quando ela for cumprida, todos os problemas que hoje nos afligem serão para sempre eliminados. A profecia feita por Isaías diz que os remidos entrarão em Sião com júbilo. Também afirma que o passado cheio de ansiedades e frustrações será para sempre esquecido. A luta pela sobrevivência ficará definitivamente para trás. A doença, a morte, a dor, que tanto tempo nos tomou, ficará nas teias do esquecimento. Ah! meu querido amigo ouvinte, como será maravilhoso viver nesse novo céu e nova terra.

Hoje temos apenas momentos felizes. A profecia, porém, afirma que no céu e na nova terra a alegria será eterna. Todas as coisas contribuirão apenas para produzir alegria e felicidade. É muito comum encontramos grupos de pessoas que não conseguem mais sorrir. A vida lhes tirou tudo o que poderia proporcionar felicidade. Alguns perderam os bens que conquistaram numa vida inteira; outros perderam familiares e amigos para as drogas ou violência. A saúde vai mal. Doenças incuráveis e depressão afligem milhões em todos os lugares.

Amigo ouvinte, o que estou descrevendo aqui não é poesia ou ficção. É a realidade que está diante de nós em cada rua, em cada esquina. Se você, por acaso, não tem nada mais que lhe dê alegria, posso dizer que você está como os habitantes de Jerusalém, quando Senaqueribe estava prestes a invadir a cidade. Para esse povo o profeta afirmou que chegaria um tempo que a alegria seria eterna.

E onde podemos encontrar esta alegria eterna? Salmo 33:12 responde: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor..” A expressão bem-aventurada (o) significa feliz. Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. Felicidade plena só é possível quando Deus preenche todos os espaços da vida. A fama, o dinheiro, o poder, um corpo atlético, não são os únicos ingredientes para tornarem uma pessoa feliz, como muitos defendem. A verdadeira felicidade só vem quando Deus faz parte da vida. Eu diria, ainda, as palavras de Davi desta forma: Feliz é a pessoa cujo Deus é o Senhor.

A grande verdade é que uma pessoa sem Deus é vazia. Muitos passam a vida toda em busca de algo que de fato nunca encontrarão: a verdadeira felicidade. Quando Deus se torna real em nossa vida, a felicidade não dependerá apenas de coisas ou pessoas que nos cercam.

O outro ponto desta profecia que precisamos atentar é para o que não mais haverá. Vimos anteriormente que a alegria eterna tomará conta de nossa vida, porém, na parte final da profecia de Isaías é apresentado que a tristeza e o gemido fugirão de todos. No lar prometido por Cristo, a dor e o sofrimento, a tristeza e o gemido não farão parte da experiência humana. O apóstolo João afirmou: “Eu vi um novo céu e uma nova terra, pois já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe. Deus enxugará de seus olhos toda a lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:1,4).

A profecia feita por Isaias, cerca de 713 anos antes de Cristo nascer, foi confirmada por João aproximadamente 100 anos depois de Jesus. Isto mostra a importância deste assunto. O sofrimento, a dor, a morte, o gemido são reais e o cristianismo nunca os ignorou, mas também é real a profecia e é real o seu cumprimento.

Hoje vivemos num mundo de lágrimas, de dor e de sofrimento, mas cabe a nós cristãos aguardar com toda a ansiedade o cumprimento de mais esta profecia. Como é bom saber que algo melhor nos aguarda. Isto é tão forte, tão poderoso, que no momento da crise, o peso é suportado com maior coragem.

Espero que o seu grande sonho também seja muito em breve estar neste lar onde a alegria reinará para sempre. Por isso, creia no Senhor e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação