Profecia para o filho mais velho

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No ano de 1.706, antes de Cristo, Jacó desceu ao Egito para matar a grande saudade que sentia de seu filho José. Outra razão que o fez mudar de residência foi a fome que tomava conta da região onde vivia. Gênesis 46:26, relata que foram para o Egito 66 pessoas. Somados a José, esposa e dois filhos, formavam um grupo de 70 pessoas que peregrinaram no Egito.

Jacó ainda viveu 17 anos na companhia de José (Gênesis 47:28). Nesses 17 anos no Egito a doença o atingiu e com a idade avançada de 147 anos ficou muito fraco. Mas sua missão não tinha acabado; ele deveria abençoar cada um dos filhos. Gênesis 49:1 conta que Jacó chamou os seus doze filhos, e deu a cada um, um legado espiritual, uma dádiva, uma herança profética. Assim como Isaque havia feito com Jacó e Esaú, descrevendo de uma forma profética o futuro dos dois, agora ele fazia o mesmo com seus doze filhos.

Jacó descreveu o futuro de uma nação inteira, representada por seus doze filhos, tomando por base as características de cada um. O Espírito Santo de Deus revelou ao moribundo patriarca a futura história de sua semente. Com uma visão profética ou profetizando, Jacó de uma forma inequívoca, afirmou a cada filho a sua posição e de sua família na nação de Israel.

Os dias vindouros ou o futuro estão nas mãos de Deus. Somente Ele tem conhecimento do futuro. Muitos, hoje, querem saber o futuro. “Com quem me casarei?”, “quantos filhos terei?”, “meu time ganhará o campeonato nacional?” E vão em busca de adivinhos.

Amigo ouvinte, não jogue o seu dinheiro fora. Você lutou, trabalhou duro para ganhá-lo. Esses que dizem que conhecem o futuro não sabem coisa nenhuma. Se o soubessem de fato, a vida de todos nós e principalmente a deles, seria sem nenhum problema. Deus, sim, sabe o futuro. Toda a nossa vida está clara diante de Deus. Se for da vontade dEle, pelo poder do Espírito Santo, revelará algo a alguém e este pode momentaneamente ou por toda a vida ser um profeta.

Jacó, pela atuação divina, profetizou o que iria ocorrer nos dias vindouros. Gênesis 49:3 começa com o filho mais velho de Jacó com Lia, Rubem. Era um privilegiado. O primogênito em todas as famílias, inclusive o dos animais, era dedicado ao Senhor. O primogênito recebia uma dupla porção de herança. Também na ausência ou morte do pai, o filho mais velho oficiava como sacerdote da família. Sim, Rubem tinha todas as condições para o sucesso. Jacó descreve Rubem, como sendo a “primícia do seu vigor, o mais excelente em altivez e em poder.” Mas, infelizmente, ocorreu um problema. Os grandes privilégios da primogenitura foram todos deixados de lado. Ele seria, mas não foi. Alguém disse: poder ter sido e não ter sido, é a maior tragédia do ser humano.

Rubem era um bom homem. Ele impediu que José fosse morto pelos seus irmãos (Gênesis 37:21-22). Ofereceu seus dois filhos a Jacó, como garantia de que Benjamim seria devolvido em segurança a seu pai (Gênesis 42:37). Ele poderia ter sido uma grande tribo na nação de Israel, mas um pecado o fez ser diferente. Gênesis 49:4 relata: “turbulento como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama.”

Todos os privilégios que Rubem desfrutaria por ser o primogênito foram cancelados por sua debilidade de caráter. “Turbulento como as águas”- É uma figura de linguagem que descreve uma pessoa dominada pelas emoções e não pela razão. “Não serás o mais excelente” – Desta forma Jacó descreveu a debilidade moral do caráter de Rubem, especificamente pela profanação que fez ao cometer adultério com Bila, concubina de seu pai.

Amigo ouvinte, quanta coisa Rubem perdeu por um momento de prazer, por deixar a emoção dominar a razão. Essa debilidade o desqualificou para ser o líder espiritual de sua família. Hoje muitos choram e sofrem por agirem em muitos momentos por pura emoção. Quanta dor, quanta lágrima, quanto sofrimento que um só ato pode provocar. As histórias são inúmeras: “Bebi apenas uma vez e olha o desastre que aconteceu”. “Uma vez só roubei, e estou preso.” “Uma vez só usei drogas. Hoje perdi amigos, família, trabalho e estou sofrendo as conseqüências de uma atitude impensada.”

Sim, amigo ouvinte, nós temos que agir por princípio, pela razão, e nunca pela emoção. As emoções não servem de base para tomar decisões. Quando se tomam decisões baseadas nas emoções, geralmente acabam em sérios problemas.

Todos precisamos entender – e preste atenção neste ponto – o erro, o pecado, mesmo sendo uma única vez, vai trazer problemas e graves conseqüências, muitas vezes para toda a vida. Rubem é um clássico exemplo. A tribo de Rubem nunca se destacou em Israel, nem foi tão numerosa como Judá, José ou mesmo Dã; e foi uma das primeiras a ser levada para o cativeiro. Nenhuma pessoa proeminente surgiu como descendente de Rubem; nem um juiz, profeta ou rei. A liderança que ele perdeu foi transferida para seu irmão Judá (I Crônicas. 5:1-2)

A tribo de Rubem, após a divisão do território de Israel, foi se distanciando cada vez mais das atividades nacionais, até que o território deles passou ao controle Sírio (II Reis 10:32-33). A profecia feita pelo pai foi lentamente se cumprindo com o passar do tempo, e ficou para nós a grande lição. É muito importante não agir à semelhança das águas cheias de corredeiras ou remansos. Temos que agir por princípios, independente das pressões sociais, materiais, ou sentimentais que nos cercam. Lembre-se, um ato errado muda o curso de uma vida.

Li certa vez o seguinte pensamento: “Por falta de um prego a ferradura se perdeu; por falta de uma ferradura perdeu-se o cavalo; por falta de cavalo se perdeu o cavaleiro; por falta de cavaleiro se perdeu a batalha; por falta de uma batalha se perdeu o reino”.

Amigo ouvinte, ao tomar suas decisões, lembre-se de Rubem, o filho mais velho de Jacó, e não se esqueça da receita divina: “creia no Senhor Deus e você estará seguro; creia nos profetas dEle e você prosperará.”

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

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