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Reedificando Jericó

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Hoje quero estudar com você a profecia que Deus fez após a destruição da cidade de Jericó pelos Israelitas. Antes é importante lembrar que todo o plano de ataque e a profecia da queda de Jericó foram feitas pelo próprio Deus. A profecia se cumpriu rapidamente. Hoje nenhum estudioso da Bíblia tem duvida da destruição de Jericó.

Há outra profecia relacionada a Jericó, só que esta foi feita por Josué no ano de 1.451 antes de Cristo. Josué 6:26: “Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó: Com a perda do seu primogênito a fundará, e com a perda do seu filho mais novo lhe colocará as portas”.

Ninguém gosta de ouvir sobre maldição, mas hoje quero analisar esta maldição sob a visão de uma profecia. Não sei se Josué tinha toda a compreensão das implicações do que estava dizendo, mas a profecia fala da morte dos filhos de alguém que se atrevesse a reconstruir a cidade de Jericó.

Por que foi dito isto sobre a reedificação de Jericó? Comentaristas bíblicos explicam que essa maldição tinha o propósito de manter sempre diante dos olhos das gerações futuras a recordação da destruição da cidade. As ruínas de Jericó seguiriam dando um testemunho silencioso das ações de Deus. E Josué não falou isto por sua própria vontade. Falou mandado por Deus.

Os habitantes daquela região eram extremamente depravados e idólatras. Sacrificavam seus filhos ao deus Moloque com requintes de crueldade. As crianças eram fritadas no ídolo de ferro incandescente. Uma das razões pelas quais a cidade foi destruída.

Note que não estava determinado quem iria cumprir a profecia. Estava, porém, claro que aquele que reconstruísse a cidade seria amaldiçoado, conseqüentemente, perderia o filho mais velho quando lançasse os alicerces e o mais novo quando colocasse as portas, ou seja, perderia um no inicio da construção e outro no final.

Durante muitos anos o povo se lembrou da maldição e Jericó ficou em ruínas. E foi mais ou menos uns 500 anos após Josué ter feito tal profecia – já nos dias de Acabe e Jezabel (Acabe viveu em torno do ano 950 antes de Cristo), que um homem, chamado Hiel, nativo de Betel, reconstruiu Jericó e perdeu os dois filhos. I Reis 16:34 conta: “Em seus dias Hiel, o betelita reconstruiu a Jericó. Pelo preço de Abirão, seu primogênito, lançou-lhes os fundamentos e pelo de seu ultimo filho, Segube, assentou-lhes as portas, conforme a palavra do Senhor, falada por intermédio de Josué, filho de Num”.

Podemos ver pela história que o que foi dito por Deus cumpriu-se plenamente. Provavelmente Hiel soubesse da profecia de Josué. Porém, como já fazia tanto tempo, quem sabe imaginou que Deus talvez já tivesse mudado de opinião ou até esquecido a maldição. Mas Deus, amigo ouvinte, não muda. O que Ele falou ou fala dura para sempre. Não podemos brincar com a Palavra dEle.

O que mais podemos aprender da reconstrução de Jericó? O que significa para nós a reconstrução dessa cidade?

Reconstruir Jericó significa qualquer atitude levada adiante pelos pais e que resulte em prejuízo para os filhos.

Por isso gostaria de perguntar a você que é pai ou mãe: como você está agindo com seus filhos? Dependendo da forma que você estiver educando as crianças poderá levá-las para a vida ou para a morte. Ouça esta lista de procedimentos que levam os filhos para a perdição: Fazendo algo que sabe que não é certo, mas com pleno conhecimento dos filhos. Não tendo preocupação com os fundamentos religiosos. Deixe que na Igreja outros cuidem dos seus filhos. Nunca lhes diga não. Não os frustre. Dê-lhes todo o dinheiro que puder. Subverta o princípio da autoridade. Não se preocupe com o exemplo. Brigue em casa, critique a todos. Procure estar sempre ocupado e não tenha tempo para os filhos. E, uma outra sugestão para levar seus filhos para a perdição: procure sempre a escola mais barata.

Pais que agem dessa forma levam os filhos para a destruição e morte eterna. Reconstroem Jericó. E o alto preço é pago, muitas vezes, não somente pelos pais, mas pelos filhos. A irresponsabilidade de alguns pais é tanta que gostam apenas de gerar filhos e espalhá-los pelo mundo. Não querem, porém, gastar tempo e recursos com uma educação segura e eficiente.

Permita-me apresentar agora “Dez Maneiras de Formar um Delinqüente”, um texto interessante que encontrei tempos atrás: Comece na infância dar ao seu filho tudo que ele quiser. Assim, quando crescer, acreditará que o mundo tem obrigações de lhe dar tudo o que deseja. Quando ele disser nome feio, ache graça. Isto o fará considerar-se interessante. Nunca lhe dê educação religiosa. Espere que aos 21 anos, ele decida por si mesmo. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Discuta com freqüência na frente dele. Nunca deixe ganhar o seu próprio dinheiro. Por que terá ele que passar pelas mesmas dificuldades que você passou?

Satisfaça todos os seus desejos. Não lhe frustre.Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. Quando se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: Nunca consegui dominá-lo. Prepare-se para uma vida de desgosto. É a sua merecida recompensa.

Amigo ouvinte, Deus nos deu o grande privilégio de sermos pais; não devemos, porém, agir como Hiel, o reconstrutor de Jericó. Ele não respeitou o que Deus dissera e perdeu dois filhos por causa disso. Se você quer educar bem os seus filhos para esta vida e a vida eterna não despreze a voz de Deus. Busque o conselho divino e eduque as crianças no caminho do Criador.

Por isso, “creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará”.

 

Fonte:
Encontro com as Profecias
WGospel – Rede Maranatha de Comunicação

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