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Raabe

Raabe

Púlpito com Poder

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação/UCB

Raabe

Introdução

1. Significado do nome Raabe: Ferocidade.

2. Raabe era o nome de um monstro marinho que, segundo a mitologia, era também conhecido como Leviatã e fora dominado por Marduque, o deus sol.

3. O sermão toma por base os textos de Josué 2:1-24; 6:1-27.

I. Quem era Raabe?

1. Raabe viveu em Jericó por volta do ano 1410 a.C. Na época, as mulheres e as crianças não eram contadas nos recenseamentos, não era permitido que estudassem e não desempenhavam funções sociais relevantes na sociedade. Por isso, podemos concluir que Raabe era analfabeta.

2. Ela gozava de má fama por ser prostituta e, ao que tudo indica, morava sozinha. Certamente, abandonada pela família e amigos, passou a ser uma desacreditada, sem o respeito de ninguém.

3. Quem era Raabe? Era gente sem perspectiva de vida, sem esperança nem futuro. Não era pobre apenas materialmente, sua pobreza também era moral e intelectual.

II. Contexto histórico de Raabe

1. Conforme Josué 1:1, os hebreus que tinham saído do Egito sob o comando de Moisés, agora eram liderados por Josué. O povo de Deus precisava reconquistar a terra que tinha sido

invadida por povos vizinhos. A missão deveria ser vencer os inimigos que aparecessem pelo caminho e expulsar os que se encontrassem em suas propriedades. Deus tinha protegido Seu povo ao atravessar o Mar Vermelho, proveu água e alimento no deserto, livrou-o dos reis dos amorreus e então chegou a vez de Jericó.

a) Os hebreus se haviam tornado famosos pelas vitórias sobre outros povos. Ler Josué 2:9-11.

b) O governador de Jericó, apavorado, decretou estado de alerta máximo.

2. Mas, atendendo a uma estratégia militar, Josué enviou dois espiões para conhecer o inimigo e elaborar o plano de guerra. Os espias cruzaram as fronteiras num momento de intenso movimento comercial e foram justamente ao ambiente que os turistas frequentavam: um prostíbulo! Ali, foram abordados por uma prostituta chamada Raabe. A conversa não demorou muito para que eles dessem início ao diálogo religioso com a prudência e a simplicidade que o lugar e o momento exigiam. Quem sabe, entre uma bebida refrescante e outra, eles falaram do nosso Deus para ela. O certo é que o Espírito Santo trabalhou no coração de Raabe, e ela aceitou o evangelho.

a) Esse milagre só foi possível porque se cumpriu o que está escrito em João 6:37: “E o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora.”

3. Mas, apesar do planejado disfarce, a Polícia Federal de Jericó percebeu que havia inimigo infiltrado no meio do povo, chegando à proeza até de descobrir o lugar em que eles estavam. E, caso a Polícia os encontrasse, teria descoberto que os passaportes deles não estavam carimbados. Foi aí que Raabe resolveu colaborar com Deus, escondendo em seus aposentos os espias (Ler Josué 1:1-7).

III. Justificada pela fé

1. Conforme já vimos, Raabe era uma mulher sem futuro, com muitos defeitos e limitações, mas uma coisa fazia com que ela fosse diferente dos demais moradores de Jericó: Ela nutria fé em Deus. Josué 2:11.

2. E quem tem o Senhor como seu Pastor “nada lhe faltará” Sal. 23:1. Pela fé, Raabe fez boas obras – Josué 2:1-6.

a) Arriscou a vida porque acreditava em Deus. Tiago 2:25.

b) Falou de Deus aos amigos e parentes. Josué 2:9-13.

c) Após sua conversão, deu bom testemunho e influenciou pessoas. Josué 2:18 e 19.

d) Pela fé, ela foi salva do Juízo. Josué 6:22, 23 e 25.

IV. O que mudou em Raabe após a conversão

1. Em II Cor. 5:17, Paulo afirma que “se alguém está em Cristo, é nova criatura”.

2. Portanto, “daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne”. II Cor. 5:16.

3. Ela que tinha sido prostituta, mudou de vida a partir do dia de sua conversão:

a) Casou e teve um filho, cujo nome foi Salmon. Mat. 1:5.

b) Seu neto, Boaz, casou com Rute. Tiveram um filho por nome Obede, que foi o avô do rei Davi.

c) Assim, sem nenhuma expressão social, após a conversão Raabe deu origem a uma família real.

d) Sem nenhuma cultura, foi a tataravó do grande sábio Salomão.

e) E da família de Raabe, nasceu Jesus. E Ele nunca teve vergonha disso, porque veio justamente para salvar os pecadores. Luc. 5:30-32.

4. Ela é uma das poucas mulheres que fazem parte da galeria dos heróis da fé. Heb. 11:31.

Conclusão e Apelo

1. Quando Deus perdoa, Ele transforma a pessoa tornando-a pura. I João 1:9.

2. Deus nos ama tanto que Se esquece do nosso passado. Miq. 7:19.

3. Não há pecador no mundo que busque a Deus para ficar sem o perdão. Rom. 5:20.

4. Deus não quer saber quem você era, ou o que você fez, mas o que você deseja ser.

5. Se quisermos, seremos fortes e vencedores, porque Deus dá poder a todos que O buscam e O adoram. Filip. 4:13.

6. Por pior que seja sua condição espiritual, ainda que lhe pareça sem esperança, caso sem solução, se você buscar a Deus, Ele tem solução para você. Isa. 1:18 e 19.

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Pr. Graciliano Martins dos Santos Filho
 
Revista do Ancião

Filhos da Luz

bíblia - Filhos da Luz

Púlpito com Poder

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação/UCB

Filhos da Luz

João 12:20-23

Introdução

1. A luz é essencial. Ela nos aquece, nos permite enxergar o que está no escuro, nos mantém sadios e nos dá vida.

2. Cristo usou a luz de maneira simbólica para ilustrar algumas verdades de Seus ensinos (Mt 5:14; 6:22; Lc 11:36; Jo 3:20).

3. Ele estimulou Seus discípulos a crer na luz e a viver como “filhos da luz” (Jo 12:36).

4. Como uma luz em meios às trevas, a mensagem de Jesus alcançava as multidões (Mt 7:28-29).

5. Quando Ele entrou em Jerusalém para a festa da Páscoa, recebeu a informação de que alguns gregos queriam vê-Lo (Jo 12:20-22).

6. Cristo mencionou três características dos filhos da luz.

I. Consagração – João 12:24 e 25

1. A característica dos filhos da luz é a consagração.
a)“Entregando-nos a Deus, temos necessariamente de renunciar a tudo que dEle nos separe. Não podemos pertencer metade ao Senhor e metade ao mundo. Não somos filhos de Deus a menos que o sejamos totalmente” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 44).

2. Para que haja frutificação é necessário que o grão de trigo caia na terra e morra (v. 24).
3. Cristo diz a Seus discípulos que eles devem morrer para suas dificuldades e inclinações para o mundo. Temos a tendência de criar listas de inclinações a ser vencidas.

4. “Odiar a sua vida” (v.25).
a) Nesse verso, João usa duas palavras gregas traduzidas como “vida”. A primeira é psichê e se refere ao ser vivente ou a vida natural. A segunda é zoê; é uma referência a vida eterna.

b) Esse verso nos diz, literalmente, que quem odeia a própria vida (psichê) vai preservá-la para a vida eterna (zoê).

c) A ordem de Jesus é odiar a vida mundana e corrompida e amar a vida eterna que recebemos dele. Para isso, é necessário um relacionamento vivo com Deus.

II. Lealdade

1. Seguir a Cristo (v. 26).
a) A segunda característica dos filhos da luz é a lealdade.

Ilustração: Conta-se a história de que Hitler queria usar a igreja para dominar os alemães. Em uma reunião, um pastor fiel a Deus por nome Niemoller teria dito: “Meu objetivo é o bem-estar do Estado, da Igreja e do povo alemão.” Ao que Hitler respondeu: “Limite-se à igreja. Eu cuido do povo alemão.” Niemoller deu talvez a resposta mais dura que Hitler recebeu na vida: “Nós também, como cristãos e homens do clero, temos responsabilidade para com o povo alemão. Esta responsabilidade nos foi confiada por Deus, e nem você nem ninguém neste mundo tem o poder de tirá-la de nós!”

b) Jesus não está falando de segui-Lo para alguns lugares. Ele estava chamando Seus discípulos para que permanecessem ao Seu lado onde quer que Ele estivesse.

c) Permanecer com Jesus implica em desprezar as coisas deste mundo e para elas morrer (1 João 2:15-17).
2. Seguidores ou discípulos de Cristo?
a) Os evangelhos dizem que Jesus era seguido por grandes multidões (Mt 4:25).

>b) A diferença entre seguidores e discípulos é que estes se comprometem com os princípios do discipulado, enquanto aqueles, em sua maioria, simplesmente seguem com a multidão.

c) No contexto missionário, o discípulo é comprometido com a divulgação das boas-novas de Cristo. Ellen G. White escreveu: “Os que se uniram ao Senhor em concerto de serviço, acham-se sob obrigação de a Ele se unir também na grande, sublime obra de salvar pessoas” (Testemunhos Seletos, v. 3 p. 82).

III. Autenticidade

1. A terceira característica dos filhos da luz é a autenticidade.

2. O mundo precisa ver entre os cristãos mais autenticidade através de comportamento que eleve os princípios espirituais.

a) Ilustração: Certa vez, um pastor norte-americano fez uma pesquisa entre jovens de sua igreja. A pergunta básica que fazia era: “Na igreja, o que constitui a maior barreira para permanecer cristão quando se atinge a idade adulta? Entre as várias respostas, boa parte delas dizia essencialmente a mesma coisa: Pessoas que agem como se não cometessem erros!”

3. Ao retornar para casa, o filho pródigo deu provas de autenticidade para com o pai. Ele assumiu sua condição (Lc 15:17-21).

4. Ser autêntico significa não ter medo de mostrar aquilo que você é.
a) “Jesus estima que a Ele nos cheguemos tais como somos. Pecaminosos, desamparados, dependentes. Podemos ir a Ele com todas as nossas fraquezas, leviandade e pecaminosidade, e nos lançar arrependidos aos Seus pés. É Seu prazer estreitar-nos em Seus braços de amor, atar nossas feridas, purificar-nos de toda a impureza” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 52).

b) Como filhos da luz, podemos alcançar essa característica através da graça e do poder de Deus (Jo 15:5; Fp 2:13).

Conclusão

1. Paulo afirmou: “O Deus da esperança vos encha de todo gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Rm 15:13).

2. Cristo ilumina todo aquele que deseja se tornar filho da esperança.

3. Nesse mundo sem esperança o cristão fiel é uma referência de bons princípios.

4. “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4:7).

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Pr. Felipe Alves Masotti

 
Revista do Ancião
Jan – Mar / 2012

A Glória de Deus

gloria de Deus

Púlpito com Poder

Este sermão é um oferecimento do Departamento de
Comunicação da Associação Paulista Sudoeste

A Glória de Deus

Introdução

Preocupado com o futuro de sua missão em conduzir o povo de Israel para a Terra Prometida, Moisés pediu a Deus que lhe mostrasse Sua glória.

Essa foi, certamente, uma das mais emocionantes experiências de toda a Bíblia.

Disse-Lhe o Senhor: “Quando passar a Minha glória, Eu Te porei numa fenda da penha e com a mão Te cobrirei, até que Eu tenha passado” (v. 22).

Por um momento, Moisés teve o alto privilégio de presenciar a majestade dAquele Ser Onipotente e crer que Ele sustentaria Seu povo e Moisés, como líder, até que chegassem à Canaã.

Glória é uma palavra que temos a tendência de achar que compreendemos muito bem. Porém, se alguém nos pedisse uma rápida definição da palavra, poderíamos hesitar um pouco e depois admitir que não sabemos defini-la com objetividade, pelo menos não sem um tempo para pensar. Dado esse tempo, finalmente, poderíamos dizer que ela significa algo muito brilhante e reluzente, ou que significa algo como louvor, ou ainda que relacionamos a palavra à fama e à honra.

I. Definição

O que significa, na verdade, a palavra glória?

Mais especificamente, o que tinham em mente os escritores do Novo Testamento quando escreviam doxa, o termo grego traduzido como “glória”?
a. Para começar, a palavra grega significa “brilho”, “refulgência”, “esplendor”.

Mas também devemos notar que a maioria dos escritores do NT conhecia bem uma palavra semítica cuja versão hebraica era kabod. O significado básico desse termo é “peso”. Tinha conotações parecidas com a expressão “jogar o peso de sua influência”.

Em outras palavras, o termo hebraico kabod tinha o significado de força e solidez, abarcando conotações de valor, reputação e influência – qualidades que atraem a atenção e a admiração
das pessoas.

b) “[…] o Seu poder [de Deus] se exaltará em glória” (Sl 112:9). “[…] e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem” (Êx 16:10).
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (Sl 19:1).

II. Glória no Novo Testamento

1. Os escritores cristãos do primeiro século usaram a clássica palavra grega doxa. Contudo, não restrigiram seu uso às formas pelas quais os escritores não cristãos da época empregavam a palavra.

2. Os escritores cristãos acrescentaram novas alternativas de significado para doxa, aplicando à palavra grega muitos dos conceitos hebraicos ligados a kabod.

a) Quando lemos a palavra “glória” no NT, precisamos pensar nela em termos de kabod. Consideremos, portanto, as várias nuances de doxa.

1) Primeiramente, os escritores do NT usaram o termo para descrever “o brilho” ao redor de seres celestiais. Por exemplo, em Lucas 9:29, 32, é usada para descrever a aparência de Cristo e dos dois visitantes celestiais (Moisés e Elias) sobre o monte da
transfiguração.

Podemos ver a mesma descrição no caso dos anjos que cantaram para os pastores quando Cristo nasceu
(Lc 2:9). Os pastores “ficaram tomados de grande temor” quando viram “a glória do Senhor” com a qual se apresentara o anjo.

O apóstolo Paulo usou a ideia de brilho para ilustrar o assunto que estava apresentando: “Uma é a glória do Sol, outra, a glória da Lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor” (1Co 15:41).

2) Em segundo lugar, passagens do NT empregam frequentemente o termo “glória” (doxa) para se referir à qualidade de uma pessoa que desperta a admiração de outras. Relacionado a esse conceito está o sentimento de orgulho dos próprios atributos. Jesus
rejeitou esse sentimento, dizendo a Seus oponentes: “Eu não procuro a Minha própria glória” (Jo 8:50).

3) Em terceiro lugar, levando em conta o significado geral de “glória” no NT, a expressão se tornou sinônimo das palavras louvor e honra, encontradas em alguns cânticos de louvor das Escrituras.
Por exemplo, Lucas 2:14; Romanos 11:36, etc.)

4) Por último, pode ser significativo o pensamento aqui quando ligamos o conceito do NT com a palavra hebraica kabod considerando a experiência que Moisés teve. Quando se encontrou com Deus no Monte Sinai, ele pediu: “Rogo-Te que me mostres
a Tua glória” (Êx 34:18). Moisés desejava saber qual dos atributos de Deus Ele achava que mais despertava a admiração do povo. A resposta de Deus
deve dar a todos nós grande alegria, porque revela que Ele considera Sua grande glória como graça e misericórdia para com os que não as merecem.

Conclusão

A Bíblia diz: “Passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado […]”
(Êx 34:6, 7).

Portanto, o fato de que o próprio Deus tem prazer em Sua graça e paciência, e considera isso como Sua kabod pessoal, é uma notícia maravilhosa para
todos nós. Evidentemente, essa foi a Sua glória especial, tanto no tempo do Antigo quanto do Novo Testamento.

Essa ainda é Sua atitude para comigo, com você, e para com todos os indignos, porém, carentes seres humanos.

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Richard L. Litke

A Maior Prioridade

Bíblia

Púlpito com Poder

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da Associação Paulista Sudoeste

A Maior Prioridade

Introdução

1. O texto contém a receita de Deus para livrar a humanidade da ansiedade doentia que gera conflito, angústia e desespero.

A mensagem explica que, apesar de necessitarmos de coisas materiais, Deus deve estar em primeiro lugar.

I.Deus provê o necessário para o sustento

Essa verdade é ilustrada por Cristo com três figuras da natureza:

1. As aves do céu – v. 26.
a) As aves dormem e acordam cantando. Não vivem preocupadas.

b) Deus providenciou leis naturais para elas – Jó 38:41.

c) Isso, porém, não é uma apologia à displicência.

d) Ao mencionar a ilustração das aves, Jesus não estava liberando ninguém da responsabilidade do trabalho.

e) Você viu como as aves acordam cedo e saem à procura de alimento? Muitas vezes têm que voar longas distâncias para conseguir comida. Você tem que dormir e acordar louvando Meu nome, como as aves do céu, porque Eu sempre terei um grão de mostarda para você.

2. O crescimento humano – Essa ilustração mostra a nulidade da preocupação humana.
a) O que Cristo estava querendo enfatizar era o fato de que há coisas na vida que têm que ser aceitas e que a ansiedade com respeito a elas é tolice.

3. As flores do campo – v. 28.
a) Você já viu na época da primavera os campos floridos e perfumados? Já se abaixou para sentir em sua mão a beleza de uma flor do campo? E ficou extasiado, pensando como Deus pode criar tanta beleza?

“Nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles [os lírios]”, afirmou Cristo.

b) O conselho divino é: “Filho, não ande preocupado com roupa, ou aparência, ou comida, ou a idade. Lembre‑se das flores do campo, das aves do céu, do processo do crescimento humano.”

II. Primeiro Deus

1. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça” (v. 33). Como podemos relacionar esse conselho com a ilustração das aves, das flores e do crescimento? Em primeiro lugar notemos que as três apresentam os tipos de necessidades humanas.

a) A comida das aves – necessidades vitais, indispensáveis.

b) O vestuário das flores – necessidades “necessárias”.

c) A idade – necessidade imaginária. Adianta eu me preocupar para retroceder ou avançar no tempo?

Mas vejamos em que sentido Deus deve ser o primeiro:
1. As aves, ao nascer um novo dia, a primeira coisa que fazem é cantar, louvar a Deus, olhar o céu azul, contemplar o sol. As aves não acordam e saem a procurar comida como loucas.

2. A pessoa que cresce, não cresce em estatura ou idade porque se preocupa ou vive ansiosa.

a) O crescimento é uma consequência. Ela se alimenta, o tempo se encarrega do resto.

b) Você percebe o que Deus está querendo nos ensinar? O bebê não tenta correr e crescer. O bebê nasce e a primeira coisa que mexe é a boca, à procura de alimento.

Cristo é o leite, o pão, a vida. “Buscai primeiramente o reino de Deus” – isso é básico; o restante “será acrescentado”.

3. As flores do campo – o que cresce primeiro numa flor? São as pétalas, as folhas ou o talo?

a) Primeiro é a raiz que vai para baixo, fundo na terra, à procura da umidade, da água vital.

b) Cristo é a água. A flor não teria a beleza “maior que as glórias de Salomão”, se primeiro não procurasse a água vital e salvadora.

É isso que Cristo está nos dizendo: Busquem primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e o mais será uma consequência.

III. O Reino de Deus e Sua Justiça

1. O que é o “Reino de Deus”? Mateus usou essa expressão 31 vezes. Ela expressa não o “Reino da Glória”, mas o reino que Cristo veio estabelecer entre os homens, no coração, na vida, na experiência. O Reino de Deus nesse contexto é uma forma de vida; coloca Cristo e Sua justiça acima de tudo.

2. Deus em primeiro lugar.

a) Na administração de nosso tempo, Ele deve ocupar o primeiro lugar. Antes de pensar no tempo para nós, temos que pensar no tempo de Deus: o sábado.

b) Na alimentação do nosso corpo; antes de pensar em nossos gostos e apetites, temos que pensar nEle e na maneira com a qual Ele quer que cuidemos do templo do Espírito Santo.

c) Na administração de nossos talentos, antes de usa‑los para nós, temos que pensar em como usa‑los para Deus.

d) Assim também deve ser com os tesouros. Deus primeiro, depois eu.

3. O ser humano será feliz na medida em que buscar “o reino de Deus e a Sua justiça”. De outra maneira sua vida será sempre ansiosa. Você correrá como louco à procura de coisas que se veem. É assim que vivem os homens que não conhecem a Deus. “Os gentios é que procuram todas estas coisas” (v. 32).

a) Correm atrás dos seus interesses, do dinheiro, de satisfazer o apetite e, se sobrar tempo, pensam em Deus.

b) O povo de Deus é diferente: busca primeiro as coisas de Deus. Em dar a Ele o primeiro lugar. Tudo o mais que precisa, Deus lhe dá como consequência do relacionamento de amor que existe entre ambos.

Conclusão

1. Não gostaria, meu irmão, de dizer ao Senhor Jesus:
“Ensina‑me a viver para Ti, ajuda‑me a fazer da cruz de Cristo o motivo de minha vida. Toma meu tempo, meus talentos, meu corpo e meus tesouros.

Enfim, Senhor, toma minha vida toda.”

Amém!

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Pr. Alejandro Bullón

Pela Porta da Fé

amor de Jseus

Púlpito com Poder

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da
Associação Paulista Sudoeste

Pela Porta da Fé

Introdução

A experiência de ser salvo, justificado ou considerado justo, é uma questão individual entre o pecador e Deus. Não pode ser alcançada nem recebida por procuração. Há somente uma porta de entrada para essa experiência: “a porta da fé”.

“Fé é a condição pela qual Deus considerou justo oferecer perdão aos pecadores; não que haja qualquer virtude na fé, pela qual a salvação se torna merecida, mas porque a fé pode se apegar aos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado” (Ellen G. White, Review and Herald, 4 de novembro de 1890).

3. A fim de confundir o pecador, bem junto a essa porta, a da fé, o inimigo de toda a justiça colocou outra porta, mais ampla e visível: a porta das obras.

I. A Porta das Obras
1. Através dessa porta, muitos peregrinos que estão a caminho da Canaã Celestial se extraviam, inconscientemente, tomam a vereda que conduz à perdição, e, mais cedo ou mais tarde, descobrirão que as vestes da justiça própria não passam de “trapos de imundícia.” (Isaías 64:6)

a) Quantos há que estão perdendo o Céu, em consequência de pensar que devem alcançá-lo realizando algo meritório para obter o favor de Deus. Buscam tornar-se melhores por seus
próprios esforços. Mas jamais conseguirão realizar isso.

2. Outros “parecem pensar que Jesus virá a eles no derradeiro momento de sua luta, e os ajudará acrescentando-lhes o toque final a seu esforço próprio. Parece difícil compreenderem que Cristo é um Salvador completo, capaz de salvar totalmente todos quantos vêm a Deus
por meio dEle” (Ellen G. White, Review and Herald, 5 de março de 1890).

II. Reconhecer sua Condição
1. Sem a graça de Jesus, o pecador está numa condição de desesperança; nada pode fazer. Mas mediante a graça de Cristo, poder sobrenatural lhe é comunicado. Poder que opera na mente, no coração e no caráter. Dessa forma o pecado é discernido em sua odiosa natureza.

2. Mas o que é esse “poder sobrenatural”?
É um poder muito acima de qualquer coisa que reside no ser humano.
Está além de qualquer coisa a que possamos nos apegar neste mundo. É todo o poder “no Céu e na Terra” que Cristo declarou ter recebido.

a) Esse é o mesmo poder sobrenatural que Jesus comunica a Seus filhos, e que opera na mente e no caráter de cada um deles.

3. Porém, essa obra maravilhosa de transformação não é realizada sem o consentimento e a decisão do pecador.

O exercício da fé é nossa parte na grande transação pela qual os pecadores se tornam santos. Mas devemos nos lembrar de que não há virtude salvadora nenhuma na fé em si, que torne o pecador merecedor da salvação.

Unicamente Cristo é o “remédio” provido para o pecado. E a fé é o ato pelo qual o desesperançado pecador lança mão do remédio.

a) “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8, 9)

III. Fé demanda Ação
1. Entrar pela porta da fé, na plenitude da justiça imputada/atribuída e comunicada,
envolve mais do que um mero assentimento mental às provisões oferecidas por Deus.

2. A fé deve ser o umbral através do qual a pessoa se apropria da graça que a purifica.

3. Para ultrapassar esse portal precisamos preencher certos requisitos:
a) Deve haver a cessação da prática de todo pecado conhecido. “[…] ninguém pode trajar-se das vestes da justiça de Cristo, praticando pecados conhecidos ou negligenciando deveres conhecidos.

Deus requer inteira entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar” (Ellen G. White, Review and Herald, 4 de novembro de 1890).

b) Disposição para pagar o preço. “A salvação […] é a pérola de grande preço. Na parábola, o negociante é representado como vendendo tudo o que possuía para conseguir a posse de uma pérola de grande valor (Mateus 13:45, 46). Essa é uma bela representação dos que apreciam a verdade tão altamente que colocam o reino de Deus em primeiro lugar na vida” (Ellen G. White, Review and Herald, 8 de agosto de 1899).

c) Inteira renúncia dos maus hábitos. “Alguns há que estão buscando a boa pérola. Mas não fazem uma renúncia completa de seus maus hábitos. Não morrem para o próprio eu para que
Cristo viva neles. Por isso, não encontram a preciosa pérola” (Ibid.).

d) O poder da vontade em cooperação com Deus. “O Senhor não tem por desígnio que o poder da nossa vontade seja paralisado; mas, em cooperação com Deus, esse poder pode ser eficaz
para o bem” (Ellen G. White, Review and Herald, 1º de novembro de 1892).

4. Se seguirmos essas orientações, reconhecendo nossa lamentável condição e compreendendo que, por nós mesmos, nada podemos fazer, mas, sim, pela fé nos méritos de Cristo, então o poder do Espírito Santo será concedido e o pecado vencido!

Conclusão

1. Experimentemos a alegria da salvação, e dia após dia veremos em nossa vida a realidade da vitória que vence o mundo, a nossa fé. “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1 – ARC).

2. Não descansemos até que tenhamos entrado plenamente pela porta da fé, usufruindo a maravilhosa experiência do perdão, da justificação e da paz em Cristo.

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Pr. Arthur G. Daniells
Presidente da Associação Geral
de 1901 a 1922