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A Volta de Jesus

volta de Jesus

Púlpito com Poder

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da Associação Paulista Sudoeste

A Volta de Jesus

Nossa Esperança

Introdução

Quando João Knox, o reformador, voltou a Escócia vindo de Genebra, as notícias voaram como um relâmpago sobre o país. Os habitantes de Edimburgo correram para as ruas. Todos os comércios foram instantaneamente fechados.

Mensageiros oficiais espalharam por todo lugar em alta voz e alegremente a notícia: “John Knox voltou!”

O país todo estava acometido pela inspiração de sua vida. Isto significava para a Escócia salvação da tirania papal.

Para os cristãos hoje a expectativa da segunda volta de Jesus significa o fim da tirania do pecado.

I – Para os que creem, isso significará:

a) Ressurreição
1º Tessalonicenses 4:16 – Esperança de nova vida.

A salvação caminha através dos mesmos portões que a morte. “Jesus prometeu ao homem a esperança da ressurreição no último dia.” João 5:25-29

“Sem esta certeza seria em vão”. 1º Coríntios 15:16-18, 22, 23

Com certeza, “o morto… viverá” Isaías 26:19

Aquele que rompeu as ataduras no túmulo por Sua própria ressurreição, irá destruir o último inimigo do homem – a morte! 1º Cor. 15:54-55

b) Transladação
1º Tessalonicenses 4:17 – Esperança de irmos com Cristo.

A terra se encherá de anjos (Mateus 24:31) e receberemos a “coroa da vida.” Tiago 1:12

Leia também 1º Pedro 5:4

c) Reunião
João 14:3 – Esperança de estarmos juntos.

Nós somos mais do que navios que se cruzam durante a noite, passam, falam e continuam a jornada. Nós fomos criados para ficarmos juntos eternamente. Apocalipse 21:3

Leia também 2º Tessalonicenses 2:1 e 1º Tessalonicenses 5:10

d) Imortalidade
1 Coríntios 15:53-54 – Esperança de eternidade.

Cristo irá cumprir Suas promessas encontradas em João 3:15-16 e 6:40.

Vida eterna é o que mais intensamente desejamos.
No presente tudo é transitório. A morte acaba com os nossos planos.

Somente as aspirações espirituais são capazes de transcender às conquistas presentes. O que experimentamos aqui é unicamente um vislumbre do que virá.

Pode sua imaginação abranger totalmente o que a eternidade significará para o salvo?

e) Regeneração
1º Coríntios 15:51-52 – Esperança de saúde perfeita.

Observe a certeza de Paulo ao expressar-se em Filipenses 3:20-21.

Note também que esta regeneração é dupla. Ela envolve não somente o homem, mas também a terra.

A criação física deverá também usufruir dos benefícios da redenção. Romanos 8:19, 21, 22

Todas as coisas serão restauradas. Atos 3:20-21

II – Para os que não creem, isso significará:

a) Retribuição
2 Tessalonicenses 1:7-10; 2:8 – Julgamento irrevogável.

Sem o julgamento sobre os que praticam o mal, o governo de Deus provaria ser um fracasso; a Bíblia uma farsa; a criação um erro colossal; e, a vida uma bolha em vão.

Mas Deus é a verdade, e nos diz: “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Gálatas 6:7

Ninguém deveria perecer desnecessariamente. 2º Pedro 3:9

Mas quando o julgamento for executado será irrevogável. Ezequiel 18:20, 23, 24.

III –Para todo o Céu, isso significará:

a) Consumação
1º Coríntios 15:24-25 – Um fim para o reino de pecado.

A coroação e o triunfo de Cristo. Zacarias 14:5, 9; Apocalipse 17:14; 7:10-12

Conclusão

A Volta de Jesus marcará o final de um grande conflito entre Deus e Satanás.

Para cada pessoa sua vinda terá um significado diferente.

Depende da decisão de cada um.

Que o senso da grandeza e importância deste evento permeie a cada coração aqui presente, para que possamos nos preparar, para nos encontrarmos em breve com nosso Senhor Jesus Cristo.

Por que não renovamos agora o nosso desejo de estarmos no Reino para sempre?

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro

Onde estou? De quem sou?

onde estou

Prega a Palavra

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da
Associação Paulista Sudoeste

Onde estou? De quem sou?

Introdução

O texto para a mensagem de hoje está em Ageu 1:5-7 – “Ora pois, assim diz o Senhor dos exércitos: considerai os vossos caminhos. Tendes semeado muito, e recolhido pouco; comeis, mas não vos fartais, bebeis mas não vos saciais, vesti-vos, mas ninguém se aquece, e o que recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado. Assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos”.

Este é um apelo divino para que o ser humano revise os seus caminhos. Sabe por quê? “Porque há caminho que ao homem parece direito, mas o seu fim é a morte”. Prov. 14:12

Mas este apelo não é para qualquer ser humano, é um apelo específico para os membros da igreja.

Nos dias de Ageu o povo de Deus estava negligenciando a reconstrução do templo e o Senhor desafia aos seus filhos a “considerar” seus caminhos, ou seja, a reflexionar e avaliar seus procedimentos, atitudes e propósitos.

Há duas perguntas na Bíblia que nos ajudarão neste processo de reflexão e avaliação. A primeira Deus fez a Adão: “Onde estás?” Gên 3:9. A segunda, Davi fez a um egípcio achado no caminho quando o exército de Israel perseguia os amalequitas. A pergunta foi: “De quem és tu?” 1 Samuel 30:13

Estas duas perguntas são básicas em todo processo de avaliação espiritual, porque se as respondermos corretamente seremos o que Deus quer que sejamos, e estaremos onde Deus quer que estejamos.

Com isto em mente, analisemos os três lugares onde o cristão pode estar.

I – O cristão e o mundo

Primeiro pensemos nas seguintes perguntas: Estou no mundo? Sou do mundo? Jesus disse na sua oração intercessora de João 17:15: “Não Te rogo que os tires do mundo mas que os guardes do mal”.

O que é o mundo? Jesus chamou a Satanás o “príncipe deste mundo” e depois afirmou claramente que seu reino não era deste mundo, portanto, a Bíblia se refere ao mundo como o reino do diabo.

A triste realidade é que temos que viver neste mundo. Não há como nos isolarmos ou morar num convento tentando evitar o contato com o mundo. Por outro lado, Deus nos colocou nesta terra para refletir o Seu caráter às pessoas que ainda não O conhecem. Somos embaixadores de Deus nesta terra.

A outra realidade que deve ficar bem clara em nossa mente é que embora estejamos no mundo, não somos deste mundo. “Eu lhes dei a tua palavra, disse Jesus, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. João 17:14

Mas o diabo fará de tudo para que pensemos que pelo fato de estarmos no mundo, somos do mundo. E se você pensar que ele tentará tirá-lo da igreja, está errado. Claro que esse é o seu objetivo final, mas se ele conseguir levar você a mediocridade espiritual, já se dará por satisfeito.

Pense um pouco na sua experiência espiritual. Tem você rebaixado suas normas de conduta cristã? O que antes parecia ser pecado já não parece mais? Você começou a tolerar pequenas brechas no muro? Passou a fazer certas concessões? De repente, sem perceber, você já está falando como os mundanos, vestindo, arrumando-se, comendo, bebendo e divertindo-se como os mundanos.

Qual deve ser a atitude do cristão diante das tentativas do inimigo para invadir a nossa vida? Pense um pouco nesta ilustração. O barco navegava no mar, mas seria uma tragédia se o mar entrasse no barco. Assim também o cristão pode navegar no mundo mas não deve permitir que o mundo inunde sua embarcação. “Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”, afirma Tiago 4:4

II – O cristão e a igreja

Façamos novamente a pergunta: Estou na igreja? Sou da igreja? Existe o grave perigo de estar na igreja e não ser dela. Reflexionemos então em nossa relação pessoal com a igreja.

O que é a igreja? Precisamos saber que ela não é um clube de santos, mas um hospital onde se curam enfermos. Não é uma assembleia de seres perfeitos que desejam mudar de vida.

A diferença que existe entre a igreja e o mundo é a mesma que existe entre um depósito de lixo e uma lavanderia. Em ambos os lugares existe sujeira, mas os resultados são diferentes. Você leva a sujeira ao depósito de lixo para acrescentar mais sujeira que finalmente vira uma podridão.

Enquanto você leva a sujeira à lavanderia para que ali se purifique e dê lugar à brancura da limpeza.
O mundo leva os seus de “mal a pior”. II Timóteo 3:13
Mas a igreja leva os seus para melhor. Provérbio 4:18

É interessante notar que Cristo ama e respeita a sua igreja. Ama-a como a Sua esposa (Efésios 5:25), como ao Seu próprio corpo (Efésios 2:19), como ao Seu rebanho (Joao 10:11). Que homem de respeito ficaria calado quando alguém fala mal de sua esposa?

Veja como Cristo cuida de Sua igreja: Como a um tesouro especial (Êxo. 19:5), como o mais sensível de Seu ser (Zacarias 2:8). Como o mais digno de proteção (Isaias 49:16).

Como é que Deus quer ver a Sua igreja? Ele tem muitos sonhos para a Sua Igreja, mas é impressionante como na Sua oração intercessora registrada em João 17, Jesus insiste na unidade.

“Para que eles sejam um” (João 17:11)
“Para que todos sejam um” (João 17:21)
“Para que sejam um” (João 17:22)
“Para que eles sejam perfeitos em unidade (João 17:23)

Por outro lado, qual é o plano do diabo para a igreja de Deus? Ele quer vê-la destruída e sabe que uma arma poderosa para conseguir esse objetivo é a divisão. Existe um ditado que afirma: “Quando dois brigam o terceiro se alegra”. Tudo o que provoca a divisão na igreja trás o carimbo do inimigo. Mateus 7:15 e 16 diz: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vem a vós disfarçados de ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas de espinheiros ou figos dos abrolhos? ”

Aqui está a grande prova de todo aquele que se apresenta em nome do Senhor. Se promove divisão, vem do diabo.

Frequentemente, e ao longo da história, têm-se levantado movimentos e pessoas tentando reformar a igreja. Estas pessoas são conhecidas basicamente porque:
Pretendem levar a igreja ao reavivamento.
Acusam os líderes.
Agem independentemente e tentam levantar irmãos inocentes contra o corpo da igreja.

O Espírito de Profecia diz acerca deles: “Aos que se põem a proclamar uma mensagem sob sua responsabilidade pessoal, e que, ao mesmo tempo que se declaram ser ensinados e guiados por Deus, constituem sua obra especial derribar aquilo que Deus durante anos tem estado a erguer, não estão cumprindo a vontade de Deus. Saiba-se que esses homens se encontram do lado do grande enganador. Não os creiais. Estão-se alistando com os inimigos de Deus e da verdade. Porão a ridículo a ordem estabelecida no ministério, considerando-as um sistema eclesiástico imperialista. Afastai-vos desses; não tenhais comunhão com sua mensagem, por muito que eles citem os Testemunhos e atrás deles busquem entrincheirar-se. Não os recebais; pois Deus não os incumbiu dessa obra. O resultado de semelhante obra será incredulidade nos Testemunhos, e nos limites do possível, tornarão sem efeito a obra que por anos tenho estado a fazer. Testemunhos Seletos, II, pág. 357

Ouça o apelo do apóstolo Paulo: “Rogo-vos, pois eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados. Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Há um só corpo e um só espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e pai de todos o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” Efésios 4:1-6

III – O cristão e o céu

Novamente as perguntas: Estou no céu? Sou do céu? Existem alguns que já estão no céu fisicamente: Enoque, Moisés, Elias. Felizes são eles!

Mas nós não estamos ali embora sejamos do céu. Deus declara que somos Seus: “Não temas, porque eu te remi, chamei-te pelo teu nome, tu és meu. ” Isaías 43:1

Paulo também diz: “De sorte que, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor. ” Romanos 14:8

E mais adiante, escrevendo aos efésios, ele confirma: “Assim pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois convidados dos santos e membros da família de Deus”. Efésios 2:19

Conclusão

Lembremos das duas perguntas chave: Onde estamos? De quem somos?

Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos do céu mas ainda não estamos no céu.

A pergunta é: Estamos na igreja e somos da igreja? Estamos nela porque talvez já fomos batizados e assistimos a cada sábado aos cultos. Mas, somos realmente da igreja? Ou qualquer vento é capaz de levar-nos para outros caminhos?

Quantos gostariam de reconsagrar sua vida a Deus agora?

Amém!

Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Pr. Alejandro Bullón

O Sábado no Culto Congregacional

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Prega a Palavra

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da
Associação Paulista Sudoeste

O Sábado no Culto Congregacional

Lucas 4:16

Introdução

1. Está claro, em Lucas 4:16, que era “costume” ou hábito de Jesus estar na igreja no dia de sábado. Ele, como Criador e Mantenedor de tudo, não poderia deixar de lado algo que Ele mesmo criou, santificou e abençoou, e deixou como exemplo para toda a humanidade.

2. Outro ponto que não podemos discutir é que os seres humanos foram criados para adorar a Deus. No íntimo de cada um de nós há um anseio pelo que é eterno e divino. O Criador quer encher nossa vida da real alegria e felicidade, principalmente quando estamos reunidos numa congregação adventista. Por isso que:
a) O sábado é um dia de culto e adoração ao Deus Criador.
b) No sábado, o culto congregacional é uma amostra de como será a
adoração ao Deus Criador no novo Céu e na nova Terra.
c) Jesus prestou culto a Deus no dia de sábado (Lc 4:16).
d) Os apóstolos prestaram culto a Deus no sábado (At 17:2).
e) Todos os remidos irão adorar a Deus a cada sábado durante a
eternidade (Is 66:22, 23).

I – O Culto Congregacional e o Sábado

No culto congregacional, temos um relacionamento pessoal com Deus. “O Senhor fica bem perto do Seu povo no dia em que Ele abençoou e santificou”. (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 137)

“Essa porção específica do tempo, separada pelo próprio Deus para culto religioso, continua hoje tão sagrada como quando pela primeira vez que foi santificada pelo nosso Criador”. (Conselhos Sobre Mordomia, p. 66)

2. Cada semana, nosso Pai celestial nos dá o privilégio de descansar de nossas lutas temporais e adorá-Lo em Sua própria casa, a igreja.

3. No culto congregacional, podemos sentir o deleite de adorar a Deus, recebendo Sua graça santa em nossa vida e usufruindo do Seu amor sem limites.

4. Durante o culto congregacional de sábado, separamos tempo para conhecer melhor o nosso Deus e nos relacionarmos com Ele numa relação de Pai e filho.

II – Nossa Participação no Culto de Sábado

1. O sábado é o dia em que Deus nos deu para adorá-Lo em Sua igreja. Esse foi um presente sem preço que Deus deu ao homem.

2. Qual é o tipo de música ideal para o culto congregacional de sábado?
a) Certamente, aquelas músicas que nos conduzem para perto de Deus. Temos no Hinário Adventista músicas apropriadas para louvar o Criador.

3. Deus merece a melhor adoração no culto congregacional de sábado. “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Apoc. 4:11, 12).

a) Não surgimos no mundo por acaso. Existimos porque um Deus de amor nos fez. Ele nos deu o dom maravilhoso da vida. Por isso, Ele é digno do mais profundo louvor e da nossa mais solene adoração no culto de sábado.

b) Quando adoramos a Deus no sábado bíblico, estamos declarando abertamente que nos lembramos do Seu repto: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Ex. 20:8).

c) Através do profeta Isaías, o Senhor declara as bênçãos sem limites para aqueles que guardam o sábado (Is. 56:2).

III – A Congregação na Eternidade

1. Os remidos irão adorar ao Senhor a cada sábado por toda a eternidade (Isa. 66:22, 23). No reino eterno de Deus encontraremos o real descanso, enquanto O adorarmos a cada sábado. Através dos séculos e milênios da eternidade, o sábado permanecerá como o sinal de Deus e de Seu poder criador e redentor.

a) O sábado será um símbolo do Seu eterno amor e do desejo de tornar Seus remidos felizes para sempre.

b) Os adventistas do sétimo dia reconhecem Deus como Criador e o único que merece nossa adoração. Somos recordados acerca desse fato a cada semana quando vamos à igreja louvar o Criador e Redentor.

Conclusão

1. Ilustração: Três homens trabalhavam quebrando pedras. Um senhor passou pelo local e dirigiu a mesma pergunta aos três quebradores de pedra: “O que você está construindo? ” O primeiro respondeu: “Estou quebrando pedras. ” O segundo falou: “Estou ganhando o pão de cada dia.” O terceiro sorriu satisfeito e declarou: “Estou construindo uma catedral para Deus. ”

2. Cada congregação deve ser uma catedral ou altar para adoração ao nosso Deus.
a) A vida de adoração é uma vida de comunhão, de andar junto, de confiar, de conhecer a voz, ter certeza de quem está falando. No culto congregacional de sábado, ouvimos a voz de Deus falando ao nosso coração através da mensagem e do mensageiro. Falamos com Deus através de nossas preces e O louvamos com nossas vozes, dízimos e ofertas.

3. A prática da adoração a Deus no sábado envolve todo o ser, o que corresponde ao uso da mente e do corpo, em expressões emocionais, em atitudes de reverência, aceitação e participação. Precisamos aprender a “adorar o Senhor na beleza de Sua santidade” (1 Cron. 16:29).

4. Em Apocalipse 14:6, 7 existe um convite a toda nação, tribo, língua e povo para adorar ao Deus criador. Durante anos, os adventistas têm anunciado que essa adoração consiste no verdadeiro culto a Deus no dia santificado por Ele: o sábado.

a) Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo adoram o Criador no dia de sábado.
b) Por toda a eternidade, Seu povo cantará: “Horas benditas, santas e felizes, são as que passo junto a Ti, meu Deus. Ó Mestre amado, Criador divino, do santo sábado, Tu és Senhor”.

Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Escrito por: Pr. Davi Tavares

Quando Deus Muda os Planos

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Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da
Associação Paulista Sudoeste

Quando Deus Muda os Planos

Atos 9:1-19

Introdução

O texto acima indicado relata a conversão de Saulo de Tarso.
Mas quem é esse homem?

1. Judeu

Saulo era um judeu de Tarso, cidade de grande cultura. Dificilmente teria escapado à influência da cultura grega, embora sendo fariseu. É provável que não tenha estudado em escolas gregas. Como judeu helenista, por virtude da cultura grega a que não pôde escapar, por escolha e por tradição familiar, era “hebreu nascido de hebreus” (Fp 3:5). Falava o hebraico, o aramaico e o grego. Era filho de uma família rica, preeminente ao ponto de alcançar para ele o privilégio de estudar aos pés de Gamaliel, o grande mestre fariseu de Jerusalém. Por nascimento era cidadão romano. Tamanha era a importância da sua família, que a sua irmã, que residia em Jerusalém, parece ter tido acesso às famílias dos sumos sacerdotes (At 23:16).

2. Perseguidor

Este homem foi um perseguidor da Igreja de Cristo (Fp 3:6). Como perseguidor, ele viajava para Damasco com um plano definido: capturar cristãos. Ele pretendia aprisioná-los e levá-los para Jerusalém, para serem torturados e, quem sabe, mortos, como aconteceu com Estêvão.

3. Encontro com Jesus

Próximo a Damasco, Saulo foi surpreendido de forma súbita por uma luz tão forte que o derrubou ao chão. Enquanto caído, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. ” A voz ordenou: “Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer.”

I – Algumas lições

1. Quando Deus muda os nossos planos, Ele muda a nossa postura com relação aos nossos planos.

Saulo de Tarso tinha um plano. Convicto e comprometido com a sua crença, não abriria mão do seu plano. Estava indo ao encalço dos cristãos com homens (força) e cartas (poder e autoridade). Entretanto, a Bíblia diz que a luz de Jesus o derrubou ao chão.

Na verdade, a primeira coisa que Deus precisa fazer, ao homem e à mulher incrédulos ou turrões, para mudar os seus planos, é derrubá-los ao chão: derrubá-los dos seus pedestais, das suas convicções ideológicas e filosóficas, das suas pretensões religiosas, das suas arrogâncias pretensiosas. É necessário que o próprio Deus os derrube, para que o mesmo Deus os levante da sua miséria espiritual. Somente quando há um profundo reconhecimento da nossa miséria espiritual é que Deus começa a agir.

Saulo de Tarso precisava ser quebrantado, humilhado, ter o seu rosto ao pó, para que pudesse fazer tal indagação: “Quem é tu, Senhor? ”

Nós temos feito os nossos planos sem sequer consultar o nosso Deus. Não nos interessa saber se os nossos propósitos são os seus propósitos. Você tem submetido os seus planos à vontade de Deus?

Deus mudou os propósitos de Saulo e, consequentemente, mudou a sua postura com relação SOS seus planos. Sua postura era prender os cristãos, mas, de repente, encontra-se com Jesus, que muda totalmente os seus planos. Quem sabe Deus está precisando mudar os seus também.

2. Quando Deus muda os nossos planos, Ele fala ao nosso coração.

A voz era de Jesus e Saulo não sabia. Mas como fora acusado de perseguidor, ele sabia que a voz se dirigia a ele. Então, busca identificar-se com a voz: “Quem é tu, Senhor? ” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues. ”

Quando Deus muda os nossos planos, Ele fala ao nosso coração; ele se identifica conosco; ele se apresenta às nossas vidas. Eu penso que Jesus queria dizer-lhe: Agora, você está no chão; está cego; não consegue ver nem andar. Eu mudei os seus planos. Eu consigo ver o quanto você é sincero e não posso permitir que continue errado quanto as suas convicções de fé.

Convicções erradas não representam nada. O que conta para Deus é a fé na pessoa certa: Jesus.

Saulo era uma pessoa que levava a sério a sua fé, mas isso não era suficiente, pois estava colocada no alvo errado. A prática de uma fé distorcida, mesmo com toda a sinceridade, para nada adiante.

Quando Deus muda os nossos planos, ele fala ao nosso coração. Fala da necessidade de mudar e, ao mesmo tempo, fala que ele é o Senhor que pode nos mudar. Você tem permitido que Deus mude os seus planos ou eles estão corretos que você não precisa de Jesus?

Quantas pessoas, ainda hoje, estão no caminho de Damasco, sem saber que a qualquer momento poderão se deparar com a luz de Jesus, capaz de mudar os seus propósitos. Os planos de Jesus são planos de vida, de bênçãos, de vitória, de convocação para o seu ministério dentro do seu reino. Quais são os seus planos? Você já perguntou a Deus se ele os aprova?

3. Quando muda os nossos planos, Ele passa a ser o Senhor das nossas vidas.

“Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer. ”

Quando Deus muda os nossos planos ele transforma a nossa vida e o nosso caráter. A partir do encontro com Jesus e ao ouvir a sua voz, Saulo já não era mais a mesma pessoa. Ele já não era mais o dono dos seus planos. Quando ele pergunta: “Quem és tu, Senhor? ” Subentende-se que ele indaga o que deve fazer, porque Jesus diz assim: “Levanta-te e entra na cidade, e lá será dito o que te cumpre fazer. ”

Percebemos que Saulo entregou os seus planos à voz com quem falava. A voz era de Jesus. Ele dá espaço para Jesus. E você? Quantas vezes Jesus tem falado ao seu coração, mas você não tem dado ouvido à sua voz?

A partir daquele momento, Jesus passou a ser o Senhor da vida de Saulo. Os primeiros momentos foram duros: cair no chão, ficar cego, perder a sua própria identidade e ser conduzido pelos outros. Mas a partir daquele momento ele se tornou uma nova criatura, transformada por Jesus.

Religioso ele já era, entretanto não bastava. O que Jesus queria era transformar sua vida, para ser gasta no seu reino. Jesus não aceita vidas tão somente religiosas. Ele quer vidas transformadas; vidas que tenham passado pela experiência da mudança; vidas que deixem Jesus ser o Senhor delas.

Ser salvo é importante, mas ser servo submisso é a condição para exercer o ministério no reino de Cristo. Deixe Deus mudar a sua vida.

4. Quando Deus muda os nossos planos, ele não nos deixa no meio do caminho.

Jesus não nos deixa no meio do caminho. Ele nos dá a direção e nos leva ao lugar dentro da sua vontade. Ele completa a sua obra em nossas vidas. O texto diz que quando Ananias impôs as suas mãos sobre Saulo e orou, alguma coisa como que umas escamas caíram dos seus olhos, e foi batizado no Espírito Santo e nas águas (9:17, 18). Eu penso que foi nesse momento que Saulo de Tarso viu a Jesus pela primeira vez em sua verdadeira posição e pode entender a razão por que os cristãos tinham tamanha fé em Jesus, sendo capazes de morrer por ele. Saulo havia presenciado e consentido com a morte de Estevão.

Os olhos de Saulo se abriram para enxergar o grande muro que separa os cristãos dos incrédulos, os salvos dos perdidos.

Saulo foi batizado e tornou-se o grande vaso escolhido para proclamar a mensagem de Cristo.

Conclusão

Quando Deus muda os nossos planos…
…ele muda a nossa postura em relação aos nossos planos.
…ele fala aos nossos corações.
…ele torna-se o Senhor das nossas vidas.
…ele não nos deixa no meio do caminho: faz a obra completa, dá direção e propósitos as nossas vidas.

Quais tem sido os seus planos? Deus certamente tem planos melhores para a sua vida. Basta ouvir a sua voz e deixá-lo ser o Senhor da sua vida. Ele abrirá os seus olhos, te ungirá com o Espírito Santo e direcionará o teu viver.

Amém!

Enviado por: Laercio Mazaro
Escrito por: José Martins Capetine