Tudo Novo

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Prega a Palavra

Este sermão é um oferecimento do Departamento de Comunicação da Associação Paulista Sudoeste

Tudo Novo

Ezequiel 36:26

Introdução

A humanidade necessita de uma radical transformação espiritual. Deus Se propõe a realizar essa transformação colocando em cada um de nós novo coração e novo espírito. Ele faz isso a todo aquele que se submete à Sua vontade.

Por meio do profeta Ezequiel, Deus faz essa promessa ao povo.

I – A Promessa de Um Novo Coração

1. Ler EzequieI11:19.

Deus prometeu ao povo que ele viveria uma experiência transformadora através da ação do Espírito na vida.

Ellen G. White escreveu: “Os tenebrosos anos de destruição e morte que assinalaram o fim do reino de Judá teriam levado desespero ao mais resoluto coração, não fosse o encorajamento das predições proféticas dos mensageiros de Deus. Por intermédio de Jeremias em Jerusalém, de Daniel na corte de Babilônia, de Ezequiel junto às barrancas do Quebar, o Senhor em misericórdia tornou claro Seu eterno propósito, e deu certeza de Sua disposição de cumprir para com Seu povo escolhido as promessas registradas nos escritos de Moisés. Aquilo que tinha prometido fazer pelos que se Lhe mostrassem fiéis, certamente haveria de realizar-se” (Profetas e Reis, p. 464).

O exílio babilônico foi uma tragédia na vida de Israel como consequência da quebra da aliança com Deus (Jer 21:10; 22:7-9).

Samuel Schultz escreveu: “Jerusalém foi destruída em 586 a.C. O templo foi reduzido a cinzas e os judeus foram levados em cativeiro. O território conhecido como reino de Judá foi absorvido pelos edomitas, ao sul, e pela província babilônica de Samaria, ao norte. Demolida e desolada, Jerusalém se tornou um provérbio entre a nações” (A História de Israel, p. 219).

Em meio ao sofrimento de Israel no exílio, Deus prometeu que haveria de atuar, mediante Sua graça e poder, a mudança de coração no povo. “O coração, em seu significado moral no Antigo Testamento, inclui as emoções, a razão e a vontade” (ver Dicionário Vine, p. 509).

II – O Procedimento da Mudança

O sofrimento do povo durante o cativeiro despertou nos corações sinceros a necessidade de arrependimento.

John B. Taylor comenta: “A preparação para a obra de Deus no homem devia ser a disposição do homem para se arrepender e para dar passos práticos a fim de demonstrar seu arrependimento. Isso não significa que os seres humanos devam purificar a vida em prontidão para que Deus neles habite, mas certamente significa que Deus nada pode fazer pelo homem que não quer reconhecer seus pecados nem se converter” (Ezequiel – Introdução e Comentário, p. 103).

O profeta Jeremias, já em seu tempo (6° século a.C), prevendo a invasão babilônica em Jerusalém, conclamou Israel a um arrependimento e reforma (ver Jr 3:14, 15). A característica mais importante dessa restauração nacional foi o reavivamento espiritual (ver Ez 36:26, 27). O processo de restauração da nação de Israel à sua condição anterior envolvia o restabelecimento de sua terra (ver Ez 11 :17).

III – Mudança em Nossa Vida

A natureza humana é pecaminosa e impotente, por si só, para buscar uma vida transformada (ver SI 51:5).

Ellen G. White confirma: “É-nos impossível, por nós mesmos, escapar do abismo do pecado em que estamos mergulhados.

Nosso coração é ímpio e não o podemos transformar. Educação, cultura, exercício da vontade, esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas nesse caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração. São incapazes de purificar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma vida nova que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo. Unicamente Sua graça pode avivar as amortecidas faculdades da mente, e atraí-Ia a Deus, à santidade” (Caminho a Cristo, p. 18).

A promessa de Deus para Israel e para nós é que todo pecador arrependido tenha a presença do Espírito Santo em seu coração a fim de capacitá-lo para andar nos preceitos do Senhor (ver Ez 36:27).

Ellen G. White faz o seguinte comentário: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-Io, deve ser nossa primeira ocupação. Nosso Pai celestial está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que O peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, corresponder às condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção” (Reavivamento Verdadeiro, p. 9).

Conclusão

A promessa divina de um novo coração para Israel, e também para nós, é o alvorecer de um novo tempo em nossa vida.

Que esta seja nossa prece: “Senhor, toma meu coração, pois não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro; pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo! Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por meu ser” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159).

 
Enviado por: Pr. Laercio Mazaro
Revista do Ancião Jul – Set / 2014

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