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Receita: Almôndegas de Lentilha

lorranyOi pessoal, como comentei no meu último post, meu nome  é Lorrany e sou Engenheira de Alimentos. Hoje eu trouxe uma receita muito fácil, gostosa e nutritiva. Aprovada por toda família. Vale à pena conferir!

 

 

ALMÔNDEGAS DE LENTILHA

Ingredientes:

  • 1 xícara de lentilhas
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 cebola pequena picada, se preferir, ralada
  • Salsa e cebolinha a gosto
  • Sal a gosto
  • Temperos de sua preferência. Gostamos de bem temperadinho então costumo caprichar, uso páprica doce, açafrão, nós moscada, gengibre. Fica á seu critério.
  • Farinha de Rosca para dar liga
  • Opcional 1: alho poró, azeitonas, aveia em flocos, quinoa, amêndoas…
  • Opcional 2: gergelim ou alho granulado para envolver as almôndegas.

almondegas-de-lentilha

Modo de preparo:

  1. Cozinhe a lentilha até que fique bem macia, praticamente desmanchando.
  2. Doure a cebola e o alho, reserve.
  3. Escorra e transfira a lentilha para uma bowl (tigela), amasse até ficar um purê, se gostar pode deixar pedacinhos de lentilha.

*Outra opção é bater no liquidificador ou processar com um POUCO da água do cozimento.

  1. Adicione os demais ingredientes (exceto a farinha de rosca e o gergelim/alho granulado) e misture bem.
  2. Acrescente a farinha de rosca aos poucos até conseguir uma massa modelável.
  3. Se necessário, corrija o tempero.
  4. Com o auxílio de uma colher de chá, modele bolinhas e reserve em uma assadeira untada com óleo/azeite.

*Você pode modelar e congelar as bolinhas, futuramente é só descongelar e assar.

*Opcional, passar as bolinhas no alho granulado ou gergelim.

  1. Pré aqueça o forno em 180/200°C.
  2. Leve ao forno por ± 20 minutos, até que estejam bem cozidas.
  3. Sirva em seguida.

* Sugestão: Fica uma delicia com molho de tomate caseiro.

É isso, bem fácil, não?!

Abraço,

Lorrany

 

 

 

Ninguém dá bola para a depressão

Por Gabriel Alves, repórter de ‘Ciência’ e ‘Saúde’ da Folha, fonte: Blog da Folha.

No post de “Cadê a Cura?”, Gabriel Alves trás um texto de uma amiga, Tati Oshiro, que relata suas experiências e impressões sobre a depressão. Certamente não são poucos os amigos e familiares que sofrem calados com a doença. O relato da Tati, com uma linguagem forte e natural, pode ajudar quem nunca teve um contato tão próximo com a doença a entender um pouquinho desse mundo do ponto de vista de quem mais sofre –o doente.

TRINTEI NA DEPRESSÃO, por Tati Oshiro*

Fui diagnosticada na época em que meus amigos estavam dando grandes passos em suas vidas e seguindo em frente. De certa forma, eu sei que fiquei pra trás. Às vezes eu me sinto meio esquecida, sabe? Na verdade, às vezes, eu mesma me esqueço.

Assim que eu fui diagnosticada, muitos dos meus amigos estavam comprando apartamentos, noivando, casando. Enquanto eu era hospitalizada (as primeiras vezes), eles estavam tendo seus primeiros filhos. Carreiras iam em frente, mais bebês nasciam e eu sofria com as recaídas.

Desenho de uma mulher solitária

Centenas de milhões de pessoas no mundo enfrentam problemas de saúde mental. Mesmo assim o sentimento é que estamos vivendo esse desafio sozinhos. Isso porque a maioria das pessoas não consegue falar sobre o assunto. Existe um tabu! E isso não é culpa delas. Nem sua. Nem minha.

No Brasil, o número de suicídios por motivos ligados a depressão cresceu mais de sete vezes nos últimos 16 anos –e ainda pouco se fala abertamente a respeito. É triste dizer, mas acho que, de certa forma, nós –doentes– já estamos acostumados.

Responda: qual das opções é a mais bem-aceita quando você vai ligar para o seu chefe de manhã e avisar que precisa faltar no trabalho?

1) “Chefe, preciso ficar em casa hoje porque não estou bem disposto, estou com dor de cabeça e enjoo. Acho que é virose!”

2) “Chefe, não vou para o escritório hoje porque estou me sentindo muito triste, angustiado e não consigo me levantar da cama. Acho que é depressão!”

Todos sabemos a resposta. O mundo consegue aceitar e se sensibilizar quando qualquer outra parte do seu corpo adoece, menos o cérebro.

Há um grande preconceito, uma imagem distorcida das pessoas que lutam contra depressão, ansiedade, bipolaridade, ataque de pânico, TOC…

Sendo sincera, para mim não é fácil falar sobre isso. É foda! E parece que é foda para todo mundo. Tanto que ninguém, no fim das contas, está falando nada.

Nós não vemos isso nas mídias sociais, não vemos na TV. Esse assunto não é gostoso, não é divertido, não é leve. E como não lidamos com o tema, não percebemos a severidade da depressão.

E é sério: a cada 30 segundos, em algum lugar do mundo, alguém tira a própria vida por motivos ligados à doença. E pode ser alguém a dois quarteirões de distância, a dois países ou continentes de distância, mas está acontecendo.

As pessoas precisam saber que depressão não é simplesmente estar triste quando algo não anda bem na vida. Quando você termina com seu namorado, quando você perde uma pessoa amada, ou quando não consegue aquele emprego que tanto queria, isso é tristeza –uma emoção natural.

A depressão real é estar triste mesmo quando tudo na sua vida vai bem.

Por muito tempo, eu acho, eu vivi duas vidas completamente diferentes e uma sentia medo da outra. Eu tinha medo de que as pessoas pudessem me ver como eu realmente era. Por baixo da minha risada, havia sofrimento. Eu escondia muita dor.

Algumas pessoas sentem medo de levar um fora, outras tem medo de tubarões, outras ainda tem medo da morte. Para mim, por muito tempo nessa vida, eu tive medo de mim mesma. Eu tive medo da minha vulnerabilidade, das minhas fraquezas. E esse medo me fazia sentir como se eu estivesse encurralada em um canto, sem outra saída a não ser a morte. Eu penso nisso todos os dias.

Enquanto eu escrevo aqui, eu já pensei novamente, porque essa é a doença, esse é o sofrimento, isso é a depressão. Não é como catapora –uma vez vencida, a doença não se vai para sempre, é uma coisa com a qual se vive, como uma vizinha chata que nunca vai mudar de casa, uma voz que você vai sempre ter que escutar.

E a parte mais assustadora é que, depois de um tempo, você se acostuma, as coisas se tornam “normais”. E aquilo de que você mais sente medo não é a dor lá de dentro, é o preconceito das outras pessoas. É a vergonha, o olhar de desaprovação na cara do amigo, o cochicho nos corredores dizendo que você é fraca e os comentários de que você está louco.
Gesso assinadoE isso é o que impede de procurar ajuda, fazendo com que você guarde essa dor. E aí você guarda e esconde, mesmo sabendo que é justamente isso está mantendo você na cama todos os dias e fazendo você se sentir vazio, não importa o quanto você se esforce.

Vivemos em um mundo onde, quando alguém quebra um braço, todo mundo corre para assinar no gesso. Mas a pessoa tem depressão, todo mundo foge.

A depressão é um dos maiores problemas de saúde já documentados e é um dos menos discutidos. O assunto fica de lado, afastado –as pessoas esperem que as coisas se consertem sozinhas.

Mas isso não aconteceu e não vai acontecer. Cultivar essa “esperança” não resolve, só procrastina.

Não sei qual é a solução, mas o primeiro passo é reconhecer que temos um problema –não vai ser possível encontrar a resposta enquanto temos medo da pergunta.

Essa mudança de postura tem que começar agora –comigo, com você, leitor, e com outras pessoas que estão sofrendo, que estão escondidas nas sombras. Nós precisamos quebrar o silêncio e falar a respeito.

Se você está enfrentando a depressão, saiba que está tudo bem. Saiba que você só está doente, você não é fraco. A depressão é um problema, não uma identidade.

Mas por mais que eu odeie a depressão, eu sou grata a ela. A doença me empurrou para escuridão para me lembrar que há luz. Minha dor me forçou a ter fé em mim mesma, em outras pessoas, e de que eu posso melhorar e mudar essa situação. Sei que podemos falar sobre isso e lutar contra a ignorância, contra a intolerância, e que podemos aprender a amar quem nós somos –e não quem o mundo quer que sejamos.

Precisamos parar com a ignorância, com a intolerância, com o estigma, com o silêncio, e nos livrar dos tabus.

É preciso dar uma boa olhada para essa realidade e começar a falar, porque a melhor forma de combater esse problema, que as pessoas estão enfrentando sozinhas, é nos fortalecermos juntos.

Apesar dos lugares aonde as estradas me levaram, os 30 anos me trouxeram esperança, desejos e sonhos. O passado não precisa definir o futuro, certo? Eu não terminei ainda, eu não parei. E eu não vou desistir.

* TATI OSHIRO é formada em administração de empresas e atualmente está estudando inglês no Canadá. Ela também se dedica a ajudar pessoas que, assim como ela, enfrentam doenças mentais e emocionais.
tatioshiro@outlook.com

Fonte: Blog da Folha

Você conhece o Kefir?

lorranyOlá, meu nome é Lorrany e sou Engenheira de Alimentos. A partir de hoje começarei a compartilhar com você um pouquinho de meus conhecimentos. Serão informações, receitas, debates e muito mais. Isso nos permitirá aprender mais sobre a diversidade de alimentos que nosso Criador nos deixou. Estarei à disposição para eventuais dúvidas.  

Um grande abraço!  Lorrany.

 

“Manter o corpo em condições saudáveis, a fim de que todas as partes da maquinaria viva possam agir harmoniosamente, tal deve ser a preocupação de nossa vida. Os filhos de Deus não podem glorificá-Lo com o corpo enfermo ou a mente amesquinhada. Os que condescendem com qualquer espécie de intemperança, seja no comer, seja no beber, desgastam suas energias físicas e enfraquecem as faculdades morais.” (E. G. White)

Você conhece o Kefir?

kefir_ifeel2O kefir é uma bebida fermentada obtido da fermentação dos grãos de Kefir em leite ou água. O grão de Kefir é um agrupamento gelatinoso polissacarídeo que tem vários microrganismos em simbiose, e sua complexidade ainda não foi completamente decifrado pela ciência.

Basicamente o Kefir contém:

Oito leveduras, duas bactérias acéticas, cerca de dezesseis lactobacilos, ácido fólico, ácido pantotênico, biotina (vitamina B), cálcio, carboidratos, fósforo, gordura, magnésio, vitamina B3, vitamina B6, vitamina B12, vitamina K, potássio, triptofano, vários outros aminoácidos benéficos.

O abundante teor de cálcio, magnésio e triptofano, promovem um efeito relaxante no sistema nervoso. O fósforo, um mineral que participa no processo da absorção de carboidratos, gorduras e proteínas. Estes nutrientes, por sua vez, são responsáveis pela manutenção e crescimento celular e fornecimento de energia ao nosso organismo. Além disso, o kefir é uma excelente fonte de vitamina K e vitaminas do complexo B. O consumo adequado dessas vitaminas promove a regulação do funcionamento renal e hepático, aceleram os processos de cicatrização e proporcionam aumento da função imunológica.

Você pode adquirir os grãos de kefir através de doações.

05-como-hacer-kefirO modo de preparo é bem simples e fácil. Em um recipiente adicione 500 ml de leite, 1 colher de sopa de grãos de Kefir, misture delicadamente, cubra bem e deixe fermentando em temperatura ambiente por 12/24 horas, quanto maior o tempo de fermentação mais ácido. Depois de fermentado, coe com uma peneira de malha grossa, separe o leite fermentado dos grãos. E pronto! Os grãos estão prontos para serem reutilizados e o leite pronto para consumo.

 

Atenção: em dias quentes, a fermentação é mais rápida, 3/4 horas.

Pode ser consumido “in natura” ou com outros alimentos como frutas, cereais, mel, etc., o que o torna ainda mais nutritivo. Outra forma de consumo é dessorando o kefir de leite, o resultado é uma consistência de grego, cream cheese, você pode temperar com especiarias, limão, azeite e usar como substituto de manteiga, maionese. Só usar a imaginação!

Cardiologista perde quase 50 quilos com dieta recomendada por igreja Adventista

Segundo reportagem do Globo Reporter, o cardiologista pesquisou a saúde de 1,5 mil fiéis da Igreja Adventista do Sétimo Dia e descobriu: vegetarianos têm colesterol mais baixo e cintura mais fina.

E quando quem precisa mudar o estilo de vida é o próprio médico? O cardiologista Everton Padilha Gomes perdeu quase 50 quilos em um ano. Não foi nenhum milagre, foi uma ideia que ele foi buscar na igreja que frequenta: a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que incentiva a adoção da alimentação vegetariana e a prática de exercícios físicos.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que os fiéis da igreja viviam até dez anos mais que a média dos americanos. Everton resolveu então repetir a pesquisa em São Paulo com 1,5 mil fiéis da igreja, com idades entre 35 e 74 anos.

Confira o vídeo no link a seguir: “Dieta adventista promove perda de peso

Eles foram divididos em três grupos: vegetarianos, vegetarianos que comem ovo e tomam leite e pessoas que comem carne. O grupo dos vegetarianos teve os melhores resultados: redução de 10% da medida da cintura e colesterol total 10% menor. Os índices que indicam uma maior predisposição ao diabetes e alterações prejudiciais nos vasos sanguíneos foram 20% menores.

“O mais importante é nós lembrarmos de aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras dentro da nossa alimentação e fazer a dieta também adequada, e aquelas pessoas que sejam vegetarianas tenham uma dieta equilibrada”, diz o médico, coordenador da pesquisa Advento – Incor.

Everton sabe do que está falando. Apesar de ser adventista, ele não seguia a dieta recomendada pela igreja. Era um devorador de carnes e de muitos outros pratos. “Eu cheguei a 128 quilos. Era um obeso mórbido”, conta.

Era preciso mudar. “Eu tive de me reeducar, reaprender a comer, reaprender a dormir e reaprender também a gostar de fazer exercício”, diz.

Cardiologista perde quase 50 quilos com dieta recomendada por igreja (Grep) (Foto: Globo Repórter)
Cardiologista perde quase 50 quilos com dieta recomendada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia

Harvard: Sim, existe um segredo para ter mais saúde e vida plena

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Você acredita que exista fórmulas para viver uma vida plena e mais saudável? Existem diversos livros de auto-ajuda, ideologias, filosofias. Qual escolher?

Pois um estudo da Universidade de Harvard, ao longo de 75 anos, mostra que a fórmula é bem simples. Fácil? Não, não é tão fácil, mas é muito simples: “a chave para ser feliz e ter saúde está nos relacionamentos interpessoais“. As pessoas buscam soluções rápidas, mas os relacionamentos são construídos ao longo de anos, por isso não é fácil. Não existe fórmula mágica, mas existe um segredo, e vai depender do seu esforço. Vale a pena, construa novos e bons relacionamentos e viva melhor!

Veja na íntegra:

Um dos estudos mais longos realizados até agora com o objetivo de avaliar quais são alguns dos fatores que mais proporcionam felicidade e longevidade concluiu que a chave para ser feliz e ter saúde está nos bons relacionamentos interpessoais. Coordenado por pesquisadores da universidade Harvard ao longo de quase oito décadas, o The Study of Adult Development (Estudo do Desenvolvimento Adulto) acompanhou a vida de 724 pessoas.

Desde 1938, os cientistas monitoram dois grupos: o primeiro formado por alunos da própria Harvard; e o segundo composto por jovens que, nos anos 1930, moravam nos bairros mais pobres de Boston. Sessenta homens que participaram do estudo ainda estão vivos, a maioria com mais de 90 anos.

Desde a adolescência até a velhice, os participantes foram entrevistados periodicamente acerca de seu trabalho, sua vida pessoal e sua saúde, além de passarem por exames médicos. “Para obter uma imagem mais nítida dessas vidas, não nos limitamos a lhes enviar questionários. Nós os entrevistamos em suas salas, obtivemos seus registros médicos, colhemos sangue, observamos o cérebro deles, falamos com seus filhos e gravamos em vídeo as conversas deles com suas mulheres sobre suas maiores preocupações”, explica o psiquiatra Robert Waldinger, atual coordenador da pesquisa.

Em palestra numa conferência da TED, realizada nos Estados Unidos em novembro do ano passado, ele ressaltou que estudos como esse são extremamente raros. “Quase todos os projetos desse tipo acabam ao fim de dez anos porque muitas das pessoas abandonam o estudo, ou porque não há mais financiamento para a investigação, ou ainda pelo fato de os investigadores se desinteressarem pelo projeto ou morrerem, e ninguém mais os substituir. Mas, por uma feliz combinação de sorte e de persistência de várias gerações de investigadores, esse estudo sobreviveu”, observou.

Com base na longa investigação, o pesquisador disse que foi possível concluir que não são a riqueza nem a fama que garantem felicidade e longevidade. “Ao chegar à idade adulta, muitos participantes acreditavam que a fama e a riqueza e as grandes realizações fossem tudo de que necessitavam para ter uma vida boa. Mas, ao longo desses 75 anos, nosso estudo provou inúmeras vezes que as pessoas que se saíram melhor foram as que se apoiaram nos relacionamentos em família, com os amigos e com a comunidade. Portanto, a mensagem mais clara que obtivemos desse estudo de 75 anos é esta: As boas relações nos mantêm mais felizes e com mais saúde. Ponto final!”, Waldinger ressaltou.

Créditos: Fotolia
De acordo com o Estudo do Desenvolvimento Adulto, pessoas satisfeitas com suas relações desfrutam de melhor saúde física e mental ao chegar à velhice. Créditos: Fotolia

O psiquiatra citou três grandes lições sobre relacionamentos extraídas a partir do estudo norte-americano: (1) conexões sociais fazem bem para os seres humanos; já a solidão, mata; (2) a qualidade das relações é mais importante do que a quantidade; e (3) relacionamentos felizes e duradouros protegem a saúde física e mental.

No entanto, ao mostrar em sua palestra que “uma vida boa se constrói com bons relacionamentos”, Robert Waldinger questionou por que a maioria das pessoas ignora esse fato, buscando felicidade em outras fontes. Para ele, “o que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que pudéssemos arranjar que nos desse uma vida boa e a mantivesse dessa forma”. Como lembra o psiquiatra, investir nos relacionamentos exige um esforço maior. Afinal, os relacionamentos podem passar por momentos conturbados, além do fato de que nem sempre é fácil lidar com a família e os amigos.

Porém, como foi comprovado cientificamente por aquela que é uma das universidades mais famosas do mundo, as pessoas que têm ligações sociais com a família, com os amigos e com a comunidade, são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo. “A experiência da solidão se torna tóxica. As pessoas que são mais isoladas descobrem que são menos felizes, que sua saúde piora mais depressa na meia-idade, que seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e que vivem menos tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas”, afirma Waldinger. Ao mesmo tempo, no decorrer do estudo, os cientistas constataram uma triste realidade: mais de 20% dos norte-americanos avaliados informaram que se sentiam sós.

ESTUDO DA SEGUNDA GERAÇÃO

A equipe de pesquisadores de Harvard pretende agora entrar em uma segunda etapa da investigação: estudar mais de 2 mil descendentes dos participantes do estudo original. O objetivo será identificar como as experiências da infância influenciam a saúde na meia-idade. [Márcio Tonetti, equipe RA/Com informações do site Ted.com]

Fonte: Revista Adventista